Um ano depois: a fotografia da oposição não sobreviveu ao Natal de 2025
Pré-candidato ao governo nas eleições deste ano, o senador Efraim Filho (União Brasil) reuniu aliados, neste sábado (3), para uma confraternização na praia de Camboinha, em Cabedelo, marcando também o início do ano eleitoral.
A fotografia de hoje é bem diferente da de um ano atrás. Estavam presentes, neste sábado, o ex-ministro Marcelo Queiroga, que comanda o PL na Paraíba, e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, além dos deputados Cabo Gilberto Silva e George Morais.
Fazendo uma analogia ao retrato de união das lideranças da oposição, postado no final de 2024, celebrando a chegada de 2025, o da chegada de 2026 mostra caminhos bem diferentes dos atores que posaram à época, em uma demonstração de força.
O discurso de que as oposições chegariam unidas a 2026 não sobreviveu.
Projetos pessoais – expressão bastante em voga ultimamente – prevaleceram.
Sem falar que havia uma clara torcida por um racha na base do governo. Moral da estória: cuide primeiro da sua grama…
Na foto do Natal de 2024, além de Efraim, estavam presentes o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), o prefeito Bruno Cunha Lima, o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSDB), o ex-senador Cássio Cunha Lima.
Também estavam presentes o líder da oposição, George Morais (União), os deputados Tovar Correia Lima, Camila Toscano (PSDB), o suplente Manoel Ludgério (PSDB), Fábio Ramalho (PSDB), Sargento Neto (PL), Anderson Monteiro (MDB), Dr. Romualdo (MDB), Cabo Gilberto Silva (PL) e Walber Virgolino (PL).
Passado um ano, o retrato mostra uma divisão clara. Efraim está de um lado com o presidente do PL na Paraíba, Marcelo Queiroga – este não participou do encontro de 2024 – e Bruno; Já Pedro, Cássio e Veneziano estão de outro.
O racha se confirmou após a aliança entre Efraim e o PL, com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Veneziano, muito ligado ao presidente Lula, tratou de buscar outro caminho. A “solução” para o emedebista veio com a saída do prefeito da Capital, Cícero Lucena, da base do governador João Azevêdo, alegando falta de espaço.
Pedro e Cássio, com o deputado federal Romero Rodrigues e outros junto, devem anunciar apoio ao nome de Cícero, agora filiado ao MDB, para o governo nos próximos dias.
Efraim esperava contar com os Cunha Lima. As últimas declarações do senador revelam que ele já dá como perdido.
Se as oposições se unirão em um eventual segundo turno, caso todos os atores confirmem as candidaturas, ainda é cedo. Vai depender de compromissos firmados antecipadamente. Sobre isso, será que todos estarão dispostos?
Sony Lacerda



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