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Setor da Construção civil anuncia paralisação geral das atividades no dia 14 de janeiro

Setor da Construção civil anuncia paralisação geral das atividades no dia 14 de janeiro

Entidades representativas do setor produtivo realizam, na próxima quarta-feira (14), uma paralisação geral das atividades da construção civil em João Pessoa. O ato acontece em defesa dos empregos no setor, que estão sob risco devido a anulação retroativa da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) pelo Tribunal de Justiça, a pedido do Ministério Público da Paraíba. A decisão gera insegurança jurídica, afasta investimentos e impõe graves prejuízos econômicos e sociais à capital paraibana.

O setor gera 32000 empregos diretos e entregou no último ano 15 mil unidades habitacionais. A construção civil de João Pessoa representa 25% do Produto Interno Bruto industrial da Paraíba.

A mobilização conta com o apoio do Sindicato da Indústria da Construção da cidade de João Pessoa (Sinduscon-JP), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Federação das Indústrias do estado da Paraíba (FIEPB), Fecomercio-PB, Sindicato da Indústria da Construção do estado da Paraíba (Sinduscon-PB), Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 21ª Região (CRECI-PB), Sindicato dos Corretores de Imóveis do estado da Paraíba (Sindimóveis-PB), Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais da Paraíba – Sindicato da Habitação (Secovi-PB), Associação Comercial do Estado da Paraíba (ACPB) e Associação Paraibana da Construção Civil (APCC-PB).

A construção civil e o mercado imobiliário respondem por milhares de empregos diretos e indiretos, além de significativa geração de renda, configurando-se como um dos principais pilares da economia de João Pessoa. Toda a cadeia produtiva foi diretamente impactada pela anulação retroativa da LUOS, medida que lançou empresas à ilegalidade e impossibilita  o cumprimento de contratos firmados com instituições financeiras, compradores, fornecedores e trabalhadores.

O presidente do Sinduscon-JP, Ozaes Mangueira, ressalta que o movimento defende o respeito às regras vigentes e à previsibilidade necessária ao ambiente de negócios.

“O Sinduscon-JP defende o respeito e o cumprimento da LUOS, Lei de Uso e Ocupação do Solo, que foi derrubada de forma retroativa. Se for considerada inconstitucional, que seja daqui pra frente. Um pré-requisito essencial para um ambiente de negócios saudável é a segurança jurídica e a previsibilidade dos atos.

Caso essa decisão do Tribunal de Justiça não seja revisada, João Pessoa será exemplo negativo no Brasil inteiro”, destacou.

Segundo as entidades, a retroatividade da decisão criou um ambiente de incerteza generalizada, gerando prejuízos expressivos e colocando em risco empregos, investimentos e a continuidade de obras legalmente aprovadas. Diante disso, o setor espera uma revisão do posicionamento do Tribunal de Justiça da Paraíba, solicita compreensão institucional ao Ministério Público da Paraíba e reforça a necessidade de uma solução urgente, capaz de cessar os graves danos já acumulados.

A paralisação do dia 14 de janeiro tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e das instituições para a importância da preservação dos empregos através da segurança jurídica como base do desenvolvimento econômico sustentável de João Pessoa.

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