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Eunice Pessoa assume protagonismo e reforça a rede de proteção às mulheres

Eunice Pessoa assume protagonismo e reforça a rede de proteção às mulheres

A morte de Fernanda, vítima de violência doméstica em Itapororoca, provocou comoção em toda a região do Vale do Mamanguape e acendeu novamente o debate sobre a urgência de políticas efetivas de proteção às mulheres. Fernanda trabalhava em uma loja de Mamanguape, era conhecida pela dedicação e simpatia e, por isso, o caso ganhou dimensão ainda mais dolorosa entre colegas, clientes e amigos.

Diante do episódio, a secretária da Mulher de Mamanguape, Eunice Pessoa — ex-prefeita e uma das lideranças políticas mais conhecidas do município — se pronunciou com profundo pesar e indignação, transformando a dor em alerta público. Em declaração, Eunice reforçou que o crime não atinge apenas uma família: ele rasga o tecido social e deixa uma marca coletiva.

“Recebemos essa notícia com profunda tristeza e indignação. A morte de Fernanda fere não apenas uma família, mas toda a nossa região. Nenhuma mulher pode ter sua vida interrompida pela violência”, afirmou.

“A violência não começa no último ato”

Com linguagem direta e compromisso institucional, Eunice destacou um ponto crucial no enfrentamento à violência contra a mulher: os sinais existem. Segundo ela, casos como esse raramente surgem do nada — costumam ser precedidos por comportamentos e episódios que precisam ser reconhecidos, acolhidos e enfrentados antes que se tornem irreversíveis.

“A violência não começa no último ato. Ela dá sinais, e é fundamental que esses sinais sejam reconhecidos, acolhidos e enfrentados com responsabilidade”, pontuou.

A fala tem peso político e social porque recoloca no centro uma verdade incômoda: a violência é construída em etapas, e a prevenção depende de atenção, escuta e rede funcionando.

Rede de proteção como política — não como discurso

Eunice também reafirmou o papel da Secretaria da Mulher como porta de entrada para acolhimento, orientação e encaminhamento, reforçando que nenhuma mulher deve atravessar esse caminho sozinha. Ela defendeu a integração entre poder público, instituições e sociedade civil como uma linha de defesa que precisa estar ativa todos os dias — e não apenas em momentos de tragédia.

“Nenhuma mulher está sozinha. O poder público, as instituições e a sociedade precisam caminhar juntos para salvar vidas. O silêncio e a omissão também matam”, concluiu.

A declaração aponta para um recado claro: combater a violência contra a mulher exige mais do que indignação — exige estrutura, fluxo, presença do Estado e coragem coletiva para romper ciclos.

Liderança em tempo de dor

Como ex-prefeita e atual gestora de uma pasta sensível, Eunice assume uma posição que combina autoridade políticae responsabilidade social: dar nome ao problema, chamar a sociedade para o dever de agir e reafirmar que a vida das mulheres precisa ser tratada como prioridade permanente.

Ao final, a secretária destacou que a memória de Fernanda deve se transformar em alerta constante e chamado à ação contínua, para que outras histórias não terminem do mesmo jeito e para que a região avance na defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres.

Por: Napoleão Soares 

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