Mersinho diz que Guga Pet foi ingrato e saiu da base depois de ser beneficiado
O deputado federal Mersinho Lucena (Progressistas) comentou, em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, o rompimento político entre o vereador Guga Pet e a gestão do prefeito Cícero Lucena (MDB), classificando o episódio como parte do “jogo político”, mas deixando claro que não esperava a decisão do parlamentar.
Segundo Mersinho, houve diálogo, sinalizações públicas e apoio direto da Prefeitura à pauta defendida por Guga Pet — especialmente na causa animal. O deputado afirmou que a gestão municipal teria feito investimentos e gestos políticos que, na visão dele, ajudaram a fortalecer o capital eleitoral do vereador na última eleição.
“O processo é natural de conversações, de diálogo. O prefeito Cícero Lucena fez todas as sinalizações e demonstrou total apoio”, afirmou o deputado, ressaltando que, na avaliação dele, a estrutura e as ações da gestão também pesaram no desempenho do vereador nas urnas.
Mersinho ainda relatou que teria existido um acordo político envolvendo a nomeação de um familiar do vereador na estrutura administrativa do município — ponto usado por ele para sustentar a tese de que a saída foi inesperada.
“Num dia a gente nomeou o filho dele, tudo acordado com ele. No outro dia, ele saiu”, disse, usando a expressão “abandonou o barco” para caracterizar o rompimento com a base governista.
Apesar do tom crítico, Mersinho evitou transformar o caso em guerra aberta e concluiu com uma frase que resume o pragmatismo do momento: “faz parte do jogo”.
Nos bastidores, a declaração tem leitura clara: o episódio amplia a temperatura política em João Pessoa, expõe a disputa por narrativas dentro da base e coloca em evidência a pergunta que sempre vale ouro em ano pré-eleitoral: quem sai ganhando e quem paga a conta — quando um aliado rompe publicamente?
Por: napoleão Soares



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