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Mersinho Lucena acusa “chantagem política” em Cabedelo e critica pressão sobre Avante

Mersinho Lucena acusa “chantagem política” em Cabedelo e critica pressão sobre Avante

O deputado federal Mersinho Lucena (PSD) elevou o tom do discurso nesta sexta-feira (30) e acusou práticas de chantagem política envolvendo a situação do prefeito interino de CabedeloEdvaldo Neto (Avante). A declaração foi feita durante o evento do PSD, realizado no auditório Sulelen Carolinni, em Campina Grande, que marcou o anúncio de apoio do ex-deputado federal Pedro Cunha Lima à pré-candidatura do prefeito de João PessoaCícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba.

Sem citar nomes diretamente, Mersinho afirmou que houve pressão para que Edvaldo Neto declarasse apoio à chapa governista após a mudança no comando do Avante na Paraíba, agora sob a presidência de Dr. Jhony Bezerra, que deixou o PSB para assumir a legenda. “Pedro sabe fazer política como ela tem que ser feita. Não é um projeto de poder, como hoje estão tentando impor por meio de negociatas, retirando partidos de forma abrupta. O que fizeram ontem em Cabedelo foi uma chantagem eleitoral com o Avante, obrigando um candidato a declarar voto numa chapa sob ameaça de não ter legenda”, disparou.

O parlamentar comparou a situação à experiência vivida por Romero Rodrigues, lembrando episódios recentes de disputas partidárias e decisões de última hora. “Fizeram isso com você também, Romero, faltando poucos dias, tiraram o partido para beneficiar interesses familiares. Mas, no final, quem decide é o povo. O voto soberano não vende a alma nem a consciência”, afirmou.

Mersinho Lucena destacou ainda que o debate político precisa ir além de acordos de bastidores e defendeu um projeto voltado à população mais vulnerável. “Na hora certa, o povo vai mostrar que estamos do lado do melhor nome, preparado e disposto a governar para quem mais precisa. Tenho rodado a Paraíba e ouvido a população”, completou.

A declaração ocorre em meio ao reposicionamento do Avante no estado, após a chegada de Dr. Jhony Bezerra à presidência da legenda e a consequente sinalização de apoio à pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e toda a chapa governista. Nos bastidores, o episódio expôs tensões entre grupos políticos e reforçou o clima de disputa antecipada pelo controle de palanques estratégicos para as eleições de 2026.

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