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CHAMA O LAMPIÃO QUE ELE VEM – Por Dércio Alcântara

CHAMA O LAMPIÃO QUE ELE VEM – Por Dércio Alcântara

Ao norte de João Pessoa ninguém sabe ao certo onde as linhas divisórias da Capital terminam e onde Cabedelo se inicia. De fato, estão juntas e misturadas e muitas vezes estamos em Cabedelo achando que estamos em João Pessoa e vice e versa.

Por décadas, Cabedelo se resumiu a ser o Porto e o marco inicial da Transamazônica. Foram tantos prefeitos ruins e escândalos que os moradores achavam melhor que fosse um bairro de João Pessoa. Aliás, diga-se por justiça, um bairro nobre, à beira mar e à beira rio.

Com familiares morando lá, costumava ir nos finais de semana para a casa de José Soares de Medeiros, ali pertinho da estação de trem, quase colado ao muro do Porto. Curtia o farol no dique , a Fortaleza de Santa Catarina e a noite assistia a pesca da baleia e os japoneses habilidosos e criminosos fatiando o animal gigante, quando ainda não corriam risco de extinção.

Por falar em extinção, Cabedelo tem uma classe política praticante da antropofagia e, se auto devorando, corre o risco de sumir do mapa por incompetência, negligência e falta de inteligência, sem falar na quilométrica ficha criminal dos elementos.

Se chover algemas em Cabedelo, 99% dos políticos de lá serão algemados aos postes e os alarmes de pega ladrão serão acionados.

Se em Cabedelo a polarização é uma guerra entre polícia e bandido estilo Miami Vice, o prefeito interino Edvaldo Neto deve ser aposentado para o povo eleger Walber “Lampião” Virgolino, como opção radical para sabermos se Cabedelo quer ser município da Paraíba ou bairro de João Pessoa.

É que Cabedelo cresceu, apesar da inércia dos políticos, e pela competência de sua gente e iniciativa privada, notadamente a construção civil.

Dércio Alcântara

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