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Oposição e situação da CMJP apontam omissão da ALPB em apurar interrupção de água na Capital

Oposição e situação da CMJP apontam omissão da ALPB em apurar interrupção de água na Capital

Sendo um dos principais temas sendo debatidos na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), as sucessivas interrupções no fornecimento de água da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) em bairros da Capital têm sido apontadas para que a problemática venha a ser deliberada também no âmbito estadual. É o que defendem parlamentares de oposição e situação.

Protocolada este mês no Legislativo municipal pelo grupo de oposição sob a justificativa de enfrentar dificuldades em ter explicações da Cagepa sobre os motivos para a interrupção do serviço em locais que frequentemente ficam sem o fornecimento de água, os vereadores, mesmo àqueles que integram a base do governo, criticam o que classificam como ‘omissão’ da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) sobre a crise hídrica.

Em entrevista à Rádio CBN João Pessoa, Raoni Mendes (DC), que faz parte da base do prefeito, foi enfático ao apontar a inércia dos deputados no debate.

“Se João Pessoa financia a infraestrutura para os outros municípios, a verdade é essa, é uma tarifa em que nós contribuímos para que possa chegar água nos outros municípios do Estado. E a Assembleia não faz um debate, não cobra uma audiência pública, não faz uma investigação, não tem uma forma contundente em relação a isso. Só omitiu. E aí, por isso que o debate veio para a Câmara, estamos aqui nós dois tentando buscar a solução para o município”, afirmou.

Já o vereador de oposição Milanez Neto (MDB) defendeu a instalação da CPI para apurar os problemas da Cagepa no abastecimento de água.

“Eu topo CPI, topo sessão, topo qualquer outra coisa. Inclusive faço aqui uma solicitação à bancada de governo: que eles também façam o mesmo conosco, que eles possam assinar as CPIs que sejam protocoladas na Câmara nos próximos dias. Acho que isso é fundamental. Acho que a Assembleia deve debater o tema, o tema é de Estado também, o que não tira o direito à Câmara, tá? Eu acho que a Câmara tem esse direito sim. A Cagepa é patrimônio da cidade também, a gente equivale a quase 60% do financiamento do orçamento total da Cagepa. A única coisa que a gente não comungou nesse momento é porque infelizmente que obrigaram que a Cagepa não falasse na Câmara”, corroborou.

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