Djá Moura sobe o tom e chama gestão Lucinha de ineficiente em Mari
A presidente da Câmara Municipal de Mari, vereadora Djá Moura, fez nesta quarta-feira um dos discursos mais duros dos últimos meses contra a gestão da prefeita Lucinha da Saúde, ao classificar a administração municipal como ineficiente e marcada por irresponsabilidade. Djá comanda o Legislativo mariense no biênio 2025-2026, enquanto Lucinha é a chefe do Executivo municipal.
Em entrevista ao Blog Chico Soares, a parlamentar chamou atenção pelo tom firme ao defender os professores na queda de braço sobre o reajuste salarial da categoria. Segundo Djá Moura, o Executivo se mantém irredutível ao oferecer 6%, enquanto vereadores e sindicato defendem ao menos 8%, sustentando que o município tem capacidade financeira para avançar mais.
A vereadora revelou que houve três reuniões para tratar do tema e afirmou que, na última, o contador da Prefeitura esteve presente, mas a gestão manteve a posição de não ultrapassar o percentual já colocado na mesa. Diante do impasse, ela informou que os vereadores decidiram encaminhar ofício deixando claro que não aceitam os 6%.
A fala, no entanto, foi além da pauta da educação. Ao ser questionada sobre a administração municipal como um todo, Djá não poupou palavras. Disse que não faria julgamento pessoal da prefeita, mas que, do ponto de vista administrativo, não poderia oferecer uma avaliação positiva. Na leitura da presidente da Câmara, o município enfrenta problemas na saúde, na educação e na assistência social, enquanto ações importantes deixam de acontecer e datas simbólicas passam em branco.
O trecho mais político da entrevista veio quando a vereadora resumiu a própria avaliação da gestão em uma expressão direta: “gestão ineficiente”. A declaração reforça o ambiente de desgaste entre Legislativo e Executivo e mostra que o embate em Mari já não está mais restrito aos bastidores.
Djá Moura também comentou as conversas que circulam na cidade sobre uma suposta ausência de comando na administração municipal. Sem atribuir diretamente a terceiros o controle da máquina pública, a vereadora disse que o comentário existe na cidade e ganha força, segundo ela, pela ausência da prefeita em momentos importantes. Citou, como exemplo, a falta da gestora em reuniões com categorias e em convites feitos pela Câmara para audiências públicas e eventos institucionais.
O recado político foi claro: para Djá, não basta ocupar o cargo; é preciso estar presente, dialogar e liderar. Em Mari, a entrevista da presidente da Câmara não apenas criticou uma gestão — ela reposicionou o debate político local, elevando a temperatura entre os poderes e colocando a administração Lucinha da Saúde novamente no centro das cobranças públicas.
Por: Napoleão Soares



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