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Dois vereadores de Curral de Cima votam contra construção de obra histórica e essencial

Dois vereadores de Curral de Cima votam contra construção de obra histórica e essencial

Uma decisão que causou estranheza e revolta marcou a votação de um projeto fundamental para a população de Curral de Cima. Os vereadores Aguinaldo e Tatá votaram contra a construção do novo cemitério da cidade, uma obra aguardada há anos e considerada essencial diante da realidade atual.

O cemitério existente já não comporta mais sepultamentos, gerando um cenário de dificuldade e dor para famílias que, além de enfrentarem a perda de entes queridos, ainda precisam lidar com a falta de estrutura adequada para garantir um sepultamento digno. A construção do novo espaço representa mais do que uma obra de infraestrutura, é uma questão de respeito, dignidade e humanidade.

Apesar disso, os dois parlamentares se posicionaram contra o projeto, em uma atitude vista por muitos como insensível e marcada por interesses políticos menores, a chamada “picuinha”, que ignora uma necessidade urgente da população.

Como justificativa, os vereadores alegaram que o valor da suplementação orçamentária seria superior ao custo estimado da obra. No entanto, o argumento revela desconhecimento sobre a prática administrativa: a suplementação serve justamente para garantir segurança na execução, permitindo a realização de eventuais ajustes contratuais (aditivos), além de assegurar que a obra não seja paralisada por falta de recursos. Vale destacar que o valor suplementado é uma previsão orçamentária e só será utilizado se necessário.

Mesmo diante do voto contrário, a responsabilidade prevaleceu. O projeto foi aprovado por 6 votos a 2, assegurando a continuidade de uma obra que já possui projeto definido e recursos destinados pelo deputado estadual João Gonçalves.

Mais do que uma construção, o novo cemitério simboliza respeito à memória daqueles que partiram e acolhimento às famílias que ficam. Em meio ao debate, fica evidente a diferença entre quem compreende a urgência da população e quem insiste em transformar até mesmo questões humanitárias em disputa política.

BlogFelipeSilva

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