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Prefeito afastado em Cabedelo: o que se sabe sobre a operação da PF e do Gaeco

Prefeito afastado em Cabedelo: o que se sabe sobre a operação da PF e do Gaeco

A Operação Cítrico, deflagrada nesta terça-feira (14) pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e a Controladoria-Geral da União (CGU), resultou no afastamento do prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), eleito no último domingo (12) em eleição suplementar. A investigação apura um suposto esquema envolvendo contratos públicos e organização criminosa no município.

Veja o que se sabe até agora:

• Afastamento do prefeito
A Justiça determinou o afastamento de Edvaldo Neto dois dias após ele ter sido eleito na eleição suplementar realizada no último domingo (12).

• Esquema com facção criminosa
Segundo a investigação, empresas contratadas pela Prefeitura teriam ligação com a facção “Tropa do Amigão”, apontada como braço do Comando Vermelho.

• Infiltração na gestão pública
As apurações indicam que integrantes da organização criminosa teriam sido inseridos na estrutura da Prefeitura por meio dessas empresas.

• Uso de contratos públicos
Os contratos administrativos seriam utilizados para movimentar recursos públicos em favor do grupo e garantir influência territorial e institucional.

• Valores investigados
O volume de recursos sob suspeita pode chegar a aproximadamente R$ 270 milhões.

• Alvos da operação
Além do prefeito, também foram alvos a secretária de Administração de Cabedelo e nomes ligados à Prefeitura de João Pessoa, como o secretário de gestão governamental Rougger Guerra e o ex-prefeito de Cabedelo e ex-secretário de Turismo da Capital, Vitor Hugo.

• Medidas cumpridas
Foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça.

• Quem assume a Prefeitura
Com o afastamento e a não diplomação do vice-prefeito eleito, a gestão municipal passa a ser exercida pelo vereador José Pereira (Avante), presidente da Câmara.

• Crimes investigados
A apuração envolve suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.

• Histórico
A eleição suplementar ocorreu após o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) cassar os mandatos do então prefeito André Coutinho (Avante) e da vice Camila Holanda (PP), eleitos em 2024. A decisão apontou influência do tráfico de drogas no processo eleitoral, com nomeação de pessoas ligadas a grupos criminosos para cargos públicos. O ex-prefeito Vitor Hugo (MDB) também foi declarado inelegível.

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