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Luto no esporte: Oscar Schmidt, o maior ídolo do basquete brasileiro, morre aos 68 anos

Luto no esporte: Oscar Schmidt, o maior ídolo do basquete brasileiro, morre aos 68 anos

O esporte brasileiro e mundial perdeu nesta sexta-feira (17) uma de suas maiores lendas. Oscar Schmidt, imortalizado mundialmente como o “Mão Santa“, faleceu aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP). A informação foi confirmada por sua assessoria e pela prefeitura do município.

De acordo com os boletins oficiais, o ex-jogador passou mal em sua residência e foi levado às pressas pelo Serviço de Resgate ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas chegou à unidade já em parada cardiorrespiratória e não resistiu. Oscar enfrentou uma longa e corajosa batalha de 15 anos contra tumores cerebrais. Ele deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie. Em nota, a assessoria informou que a cerimônia de despedida será de forma reservada e restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Nascido em Natal (RN), Oscar Schmidt é um dos maiores nomes da história do basquete. Ao longo de quase três décadas como profissional, anotou mais de 49 mil pontos, marca que o colocou por muitos anos como o maior cestinha da história do esporte em todo o mundo. Pela Seleção Brasileira, disputou cinco edições de Jogos Olímpicos e foi o grande protagonista do inesquecível título dos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando o Brasil derrotou a forte seleção dos Estados Unidos dentro de Indianápolis.

Conhecido pelo amor incondicional à camisa do Brasil e por sua rotina incansável de treinos, Oscar chegou a recusar um convite para jogar na NBA (a liga americana de basquete) em 1984, pois as regras da época o impediriam de continuar defendendo a seleção nacional. Em abril deste ano, a lenda ingressou no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A morte do ídolo gerou forte comoção. A assessoria de Oscar ressaltou que ele “deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também publicou uma mensagem de pesar, afirmando que o atleta “uniu o país em torno das quadras” e foi um “exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção”. Clubes onde o Mão Santa fez história, como Flamengo e Corinthians, além de entidades esportivas de todo o país, também lamentaram a perda inestimável.

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