Atos administrativos relacionados à empresa citada em ligação com facção ocorreram nas gestões Vitor Hugo e André Coutinho
Documentos que integram o inquérito da Operação Cítrico, deflagrada em uma força-tarefa entre a Polícia Federal, o Gaeco e a Controladoria-Geral da União, sobre a suposta participação de facção criminosa em processos administrativos na Prefeitura de Cabedelo, apontam que os principais atos licitatórios da empresa citada como o elo de ligação entre a organização criminosa e a gestão municipal ocorreram durante os mandatos dos ex-prefeitos Vitor Hugo e André Coutinho.
De acordo com apuração do Blog Do Ninja, as tabelas constantes nos autos detalham, passo a passo, a cronologia dos processos licitatórios, indicando datas, responsáveis por cada decisão e as respectivas gestões municipais. Os registros apontam as etapas consideradas determinantes, como abertura de certames, elaboração de pareceres técnicos e jurídicos, julgamento de propostas e condução dos pregões.
No que tange ao Pregão Eletrônico nº 112/2024, todo o seu trâmite foi iniciado e conduzido durante a gestão de Vitor Hugo, sendo posteriormente anulado já sob a administração de André Coutinho à frente do Executivo municipal. Após a anulação, o próprio André Coutinho assinou dois contratos excepcionais prorrogando o ajuste com a empresa Lemon por 11 meses. O novo processo licitatório, que culminou na contratação da referida empresa, teve início, desenvolvimento e conclusão integralmente sob sua gestão.
Os registros apontam que a empresa foi declarada vencedora do Pregão Eletrônico nº 097/2025 em 15 de dezembro de 2025, ainda no contexto administrativo anterior.
Outro ponto presente nos autos é que o vínculo da empresa com o município não é recente. O contrato original remonta a 2019 e foi mantido ao longo dos anos por meio de sucessivos aditivos, em diferentes gestões, sem a realização de novo processo licitatório até a abertura dos pregões mais recentes.








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