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Edvaldo Neto rebate investigação do MP e nega uso da Câmara para influenciar julgamento eleitoral

Edvaldo Neto rebate investigação do MP e nega uso da Câmara para influenciar julgamento eleitoral

O prefeito afastado de CabedeloEdvaldo Neto (Avante), negou nesta quinta-feira (14) qualquer utilização de recursos públicos da Câmara Municipal para influenciar o julgamento da ação eleitoral que resultou na cassação do ex-prefeito André Coutinho (Avante) no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

As declarações ocorreram após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurar dois procedimentos para apurar suposto uso irregular de verbas públicas durante uma viagem a Brasília, realizada em outubro de 2025.

Ao comentar o caso, Edvaldo classificou as acusações como infundadas e afirmou que nunca houve movimentação institucional voltada a prejudicar adversários políticos. “Trata-se de um tremendo absurdo, efetivamente. A Câmara nunca, enquanto eu estive na presidência ou até mesmo na Câmara, nunca teve nenhum ato buscando prejudicar quem quer que seja”, declarou em  entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98FM.

O prefeito afastado também argumentou que, caso existisse intenção de perseguição política, medidas poderiam ter sido tomadas dentro do próprio Legislativo municipal. “Até porque, se houvesse qualquer intenção para atrapalhar qualquer pessoa politicamente, nós teríamos movido processos na própria Câmara”, acrescentou.

A investigação do Ministério Público foi formalizada pelo promotor Ronaldo Guerra, da 4ª Promotoria de Justiça de Cabedelo. Além de Edvaldo Neto, também são investigados Fernando Sobrinho, então secretário municipal de Indústria e Comércio, e Diego Carvalho.

Segundo o MPPB, uma denúncia encaminhada ao órgão relata que, após uma viagem realizada à capital federal, vieram a público vídeos que apontariam supostas tratativas relacionadas ao julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) envolvendo André Coutinho.

De acordo com o procedimento, há suspeita de que a viagem teria tido como objetivo a contratação de um escritório de advocacia para atuar em questões relacionadas ao processo eleitoral.

O Ministério Público também apura a utilização de recursos públicos para custear passagens aéreas e diárias que, segundo o órgão, ultrapassaram R$ 7 mil. Para os investigadores, os gastos podem configurar desvio de finalidade no uso de verbas da Câmara Municipal. A viagem ocorreu em 9 de outubro de 2025 e teve como justificativa oficial o cumprimento de “agenda institucional” em Brasília.

As investigações seguem em andamento e deverão apurar se houve irregularidades administrativas ou eventual uso indevido de recursos públicos relacionados à viagem.

FONTE83

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