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Presidente da Câmara responde críticas de empresários sobre fim da escala 6×1 e defende mudança: “Decisão política pela qualidade de vida”

Presidente da Câmara responde críticas de empresários sobre fim da escala 6×1 e defende mudança: “Decisão política pela qualidade de vida”

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), defendeu a proposta de redução da jornada de trabalho e rebateu críticas feitas por empresários sobre possíveis impactos econômicos do fim da escala 6×1. Durante entrevista ao Polêmica Paraíba, o parlamentar afirmou que a mudança representa um avanço histórico para os trabalhadores brasileiros e garantiu que haverá medidas específicas para proteger micro e pequenos empreendedores.

Hugo Motta destacou que a proposta busca melhorar a qualidade de vida da população após décadas sem mudanças na jornada de trabalho no Brasil.

Tecnologia e produtividade

“A última vez que tivemos redução de jornada de trabalho no Brasil foi na Constituinte, há quase 40 anos atrás. Nesse período, muita coisa mudou. Nós tivemos a mecanização, o avanço das tecnologias e hoje temos a inteligência artificial. Tudo isso ajudou a aumentar a produtividade”, afirmou.

Segundo o presidente da Câmara, a proposta prevê a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, além do fim da escala 6×1, garantindo dois dias de descanso sem redução salarial.

“Essa é a primeira vez que estamos promovendo uma reforma que trará mais qualidade de vida para o nosso povo. É poder você ter um tempo a mais para o descanso, para cuidar da saúde e da família”, declarou.

Questionado sobre a estratégia da oposição, que defende uma jornada no modelo 4×3, Hugo Motta afirmou que o Congresso é um espaço de debate, mas defendeu o texto construído após diálogo com trabalhadores e empresários.

“O texto apresentado foi construído a quatro mãos. Uma audiência pública foi realizada aqui na Paraíba para ouvir o setor produtivo e os representantes dos trabalhadores. Nós não estamos no período de defender aquilo que é inexequível”, disse.

A pergunta abordou diretamente a preocupação de empresários que vêm reclamando nas redes sociais sobre possíveis prejuízos para pequenos negócios com a mudança na jornada de trabalho. Ao responder, Hugo Motta afirmou que o projeto já prevê mecanismos para minimizar impactos sobre micro e pequenos empreendedores.

“Nós estamos prevendo no próprio texto constitucional que um projeto de lei tratará da realidade dos micro e pequenos empreendedores”, explicou.

Apoio a micro e pequenos empreendedores

O parlamentar afirmou que a proposta prevê ampliar o número de funcionários que podem ser contratados por microempreendedores individuais, além de aumentar o teto de faturamento da categoria.

“Hoje um microempreendedor individual só pode contratar um trabalhador de carteira assinada. Nós queremos flexibilizar para aumentar a quantidade de pessoas que possam ser contratadas”, destacou.

Hugo Motta também afirmou que o reajuste do teto de faturamento dos MEIs ajudaria a compensar eventuais aumentos de custos gerados pela nova jornada de trabalho.

“Queremos elevar o teto de faturamento dos microempreendedores individuais, porque há muito tempo esse valor não é reajustado. Isso permitirá compensar qualquer aumento de custo que eles tenham”, disse.

Decisão política e ganhos de produtividade

Apesar das críticas de setores empresariais, o presidente da Câmara afirmou que existe uma decisão política em favor da mudança nas relações de trabalho no país.

“Essas decisões sempre geram algum tipo de reação. Mas há uma decisão política de poder dar ao trabalhador brasileiro uma mudança nessa relação. É uma decisão pela qualidade de vida”, declarou.

Segundo Hugo Motta, o avanço da tecnologia e o aumento da produtividade permitirão que a economia absorva as mudanças sem prejuízos significativos.

“Nós não vamos ter perda de produtividade. Pelo contrário. Vamos ter a classe trabalhadora mais estimulada. E quem vai ganhar é o nosso país e as próximas gerações”, concluiu.

Redação

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