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Áudio atribuído a PM afastado após agressão no Parque do Povo se defende: “Foi feito o que devia ser feito”

Áudio atribuído a PM afastado após agressão no Parque do Povo se defende: “Foi feito o que devia ser feito”

Um áudio atribuído ao policial militar afastado após aparecer agredindo um homem no Parque do Povo, durante o São João de Campina Grande, passou a circular em aplicativos de mensagens nesse fim de semana. A autenticidade do material não foi confirmada oficialmente pela Polícia Militar. No conteúdo, o autor da gravação apresenta sua versão sobre o episódio. Já o jovem agredido, identificado como Johnny Palmeira, contestou o relato em entrevista à TV Paraíba.

Nas imagens que repercutiram nas redes sociais, o policial aparece desferindo socos e uma joelhada contra o rapaz dentro da área de shows. Após a divulgação do vídeo, a Polícia Militar afastou o agente das atividades operacionais e determinou a abertura de procedimento pela Corregedoria.

No áudio atribuído ao policial, o autor afirma que o vídeo divulgado mostra apenas parte da ocorrência e sustenta que a intervenção ocorreu após uma confusão generalizada nas proximidades do palco principal.

“É um vídeo cortado que mostra só a parte que eu chego junto dele. Houve uma briga gigante na frente do palco que abriu uma roda. Ficou uma turma de um lado e outra do outro, disputando socos. A nossa função era identificar alguns agressores que iniciaram a confusão, neutralizar essas pessoas e retirá-las do local. Esse rapaz era um dos indivíduos que a gente estava procurando porque, segundo o que presenciamos, estava envolvido diretamente na briga”, afirma o homem que aparece na gravação.

Em outro trecho, o autor do áudio acusa Johnny de ter participado ativamente do tumulto e de ter agredido outras pessoas.

“Esse rapaz que a gente neutralizou estava batendo em mulheres, empurrando pessoas, brigando e alterado. Tenho relatos, testemunhas e mensagens de pessoas dizendo que ele bateu em uma mulher durante a confusão. Ele era um dos indivíduos que estávamos tentando localizar porque foi facilmente identificado pelas características da roupa e pelo comportamento durante a briga”, diz.

O homem também afirma que sua atuação foi compatível com a função exercida no evento e atribui a repercussão do caso ao fato de o vídeo mostrar apenas um momento da ocorrência.

“Foi feito o trabalho que precisava ser feito. O vídeo mostra apenas um momento da ocorrência e não mostra o que aconteceu antes nem o que aconteceu depois. Espero que tudo seja esclarecido durante a apuração porque quem estava trabalhando sabe exatamente o contexto daquela situação”, acrescenta.

Versão do jovem agredido

Johnny Palmeira apresentou uma versão diferente dos fatos. Em entrevista à TV Paraíba, ele afirmou que não participou da confusão e que tentou se afastar do local quando percebeu o tumulto.

“Tinha um povo, que eu não sei quem era, que acho que arrumou confusão e afastaram. Eu afastei o máximo que eu pude. Meus amigos ficaram atrás do povo. Só que a confusão já tinha acabado e a polícia veio lá de trás. Ele apontou para mim e falou: ‘é você’. Ele já chegou batendo. Não deu tempo de eu fazer nada”, relatou.

O jovem também afirmou que continua sofrendo consequências físicas em razão das agressões.

“Estou com dificuldades para comer. Tô melhorando, mas um dia atrás não estava nem conseguindo falar”, disse.

Em nota divulgada anteriormente, a Polícia Militar informou que as imagens não refletem os padrões técnicos, legais e profissionais adotados pela corporação. O caso está sob investigação da Corregedoria.

Com informações Blog do MaurílioJr

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