Mídia nacional destaca que Hugo Motta foi o maior apoiador do governo Lula neste primeiro semestre; veja detalhes
Uma reportagem de ontem (18), do portal Metrópoles trouxe que i presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), foi o maior responsável por evitar significativas derrotas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste primeiro semestre no poder legislativo federal.
Segundo a reportagem, Hugo encerrou esse semestre fortalecendo o governo do presidente Lula, fortalecendo seus líderes e pautas essenciais ao governo petista. Ainda de acordo com a matéria, Motta passou a aparecer em 2026 com frequência em agendas ao lado de Lula e, em 13 de janeiro, participou da sanção da segunda lei de regulamentação da reforma tributária e do lançamento da plataforma digital do novo sistema.
Já em 4 de fevereiro, esteve no jantar oferecido pelo presidente a ministros e líderes da Câmara na Granja do Torto, encontro de cerca de três horas em que Lula agradeceu publicamente o empenho do deputado na aprovação de projetos do governo.
O presidente da Câmara também acompanhou Lula, em 12 de maio, no lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, com previsão de R$ 11 bilhões em financiamentos, e, em 20 de maio, no balanço dos 100 primeiros dias do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio.
As aparições deram dimensão pública a uma relação que passou a ser cultivada também em almoços, reuniões reservadas e negociações sobre as prioridades do Executivo no Congresso. A aproximação com o Planalto se deu ao mesmo tempo em que Motta recompôs sua sustentação dentro da Câmara. Os líderes do MDB, PP, União Brasil e Republicanos, identificados como a “tropa de choque” do presidente da Casa, permaneceram à frente das bancadas, e o bloco mais próximo do deputado paraibano passou a reunir cerca de 275 parlamentares.
Em abril, Motta ainda demonstrou força ao assegurar a eleição de Odair Cunha (PT-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU), com 303 votos, contra 96 de Elmar Nascimento (União-BA), apoiado por setores da oposição. Em fevereiro, a Câmara aprovou a terceira versão do Projeto de Lei (PL) Antifacção.
A proposta, originária do Ministério da Justiça, foi profundamente modificada ao passar pela Câmara em 2025, sendo um dos palcos de embates entre Motta e o governo. No Senado, passou por mudanças mais favoráveis ao governo, como a retirada de trechos como o veto a presos de votarem nas eleições e a inserção de uma taxação maior sobre casas de apostas online- as bets. Ambos foram alterados pelo relator na Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP), indicado por Motta.
6×1
Com a pauta da segurança pacificada, Motta centralizou os esforços da Câmara para destravar a PEC do fim da escala 6×1, que se tornaria o principal marco da sua gestão. A redução do teto constitucional da jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso teve uma tramitação fugaz de pouco mais de 80 dias entre dar entrada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ser aprovada no plenário em 27 de maio.
A construção da proposta também mostrou como Motta passou a administrar as divergências com o governo sem permitir que elas interrompessem a tramitação. Em almoço no Palácio do Planalto, em 14 de abril, Lula defendeu o envio de um projeto próprio do Executivo, enquanto Motta manteve a prioridade da PEC que já estava na Câmara. Dez dias depois, o presidente da Casa criou a comissão especial para analisar o mérito da proposta.
Na reta final, Lula e Motta voltaram a se reunir, em 25 de maio, para alinhar os últimos pontos do texto, principalmente a transição para a jornada de 40 horas semanais e os dois dias de folga. O encontro foi realizado dois dias antes da votação da proposta pelo plenário da Câmara.
O ritmo ditado pelo presidente da Câmara teve respaldo de Lula e dos líderes da sua base, em meio a duras críticas de setores produtivos e de movimentações difusas da oposição, cuja maioria discordou do mérito, mas pouco pôde fazer para questionar uma pauta de tamanho apelo popular.
A votação se deu com folga: foram 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. Ao final, Motta disse que “avanços civilizatórios sempre enfrentam resistências” e comparou o fim da 6×1 à adoção da carteira de trabalho e à abolição da escravidão.
“O Brasil optou pelo avanço, fruto de nossas decisões políticas. A Câmara dos Deputados cumpriu o seu papel constitucional com coragem. Debatemos. Dialogamos. Divergimos. Construímos consensos possíveis e contamos muito com o apoio do presidente Lula nessa jornada. Tenho muita honra e felicidade de presidir a Câmara dos Deputados neste momento histórico”, afirmou Motta.
Metrópoles



Publicar comentário