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Fifa nega que Infantino tenha buscado apoio de Trump após pressão no cargo

Fifa nega que Infantino tenha buscado apoio de Trump após pressão no cargo

A Fifa classificou nesta terça-feira (4) como “pura ficção” uma notícia de que seu presidente, Gianni Infantino, teria buscado apoio do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, após o fracasso de um plano para vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.

A negativa surgiu depois que o New York Post noticiou, na segunda (3), que Infantino tentou repetidamente, sem sucesso, falar com Trump por telefone desde que sua proposta foi abandonada na sexta-feira (31), e que ele se sentia isolado em meio a críticas crescentes.

“O presidente da Fifa não fez nenhuma ligação para o presidente dos EUA, nem para membros de seu governo, nos últimos dias. É pura ficção”, afirmou a Fifa em comunicado à Reuters.

A repercussão negativa se intensificou em torno do plano fracassado de Infantino de transferir os ativos comerciais da entidade máxima do futebol mundial para uma nova empresa apoiada por investidores privados.

A proposta da Fifa de captar até US$ 4,2 bilhões (R$ 20 bilhões) junto a investidores privados, por meio da venda de uma participação de cerca de 20% em uma entidade que gerencia competições — incluindo a Copa do Mundo —, fracassou após forte resistência das partes interessadas.

Com o plano engavetado, as atenções voltaram-se para as possíveis repercussões para Infantino, cujas chances de garantir um novo mandato como presidente da Fifa, de 2027 a 2031, passaram a ser alvo de maior escrutínio.

Trump e Infantino construíram uma relação próxima, aparecendo juntos em grandes eventos de futebol, incluindo a Copa do Mundo deste ano, sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá.

Infantino entregou a Trump o Prêmio da Paz da Fifa em sua edição inaugural, em dezembro de 2025, tornando-o o primeiro a receber a honraria.

A relação atraiu ainda mais atenção porque a Thrive Capital — fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Trump — deveria desempenhar um papel de destaque no empreendimento de direitos comerciais proposto.

New York Post também noticiou que Infantino havia agendado conversas privadas com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. No entanto, o secretário de Estado adjunto para Assuntos Públicos Globais dos EUA, Dylan Johnson, afirmou em uma publicação na rede social X, na segunda-feira, que não havia planos para que Rubio conversasse com o presidente da Fifa, de 56 anos.

Infantino tem utilizado o Instagram para divulgar mensagens de apoio de federações-membro, incluindo as do Sri Lanka, Kuwait, Catar e Marrocos.

Fonte: CNN

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