Bandidos explodem posto de combustíveis e trocam tiros com a Polícia em João Pessoa
Criminosos explodiram, por volta das 3h40 desta segunda-feira (24), um posto de combustíveis localizado na região entre os bairros dos Bancários e do Altiplano, em João Pessoa. A ação destruiu a estrutura de alvenaria onde estava instalado o cofre do estabelecimento. Este é o segundo ataque registrado no mesmo posto neste ano.
Moradores da Zona Sul da Capital relataram ter ouvido as explosões e acionaram a Polícia Militar. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram duas duplas em motocicletas. Houve troca de tiros, mas os suspeitos conseguiram fugir.
As câmeras de segurança do posto não foram danificadas pela explosão e registraram parte da ação. De acordo com a Polícia Militar, as imagens mostram que dois homens chegaram primeiro ao estabelecimento, em uma motocicleta, e provocaram a explosão na área onde estava o cofre.
Cerca de 20 minutos depois, outras duas duplas, também em motocicletas, chegaram ao local, aparentemente para recolher o dinheiro. A polícia ainda não informou se os criminosos conseguiram retirar alguma quantia do estabelecimento.
O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado para verificar a possibilidade de haver outros explosivos no local. Após a vistoria, nenhum material explosivo foi encontrado.
Durante a ocorrência, os policiais também abordaram um homem que estava sozinho em frente ao posto. Ele afirmou que caminhava pela região, mas foi considerado suspeito pela corporação. O homem foi preso e encaminhado para a Central de Polícia, em João Pessoa.
A Polícia Civil realizou a perícia no estabelecimento e deve analisar as imagens e demais vestígios encontrados no local. As diligências continuam para identificar e prender os envolvidos no ataque.
O mesmo posto já havia sido alvo de criminosos em 27 de abril deste ano. Na ocasião, suspeitos também utilizaram explosivos para tentar acessar o cofre do estabelecimento.
A força da explosão chegou a arremessar estruturas de ferro. Segundo informações repassadas na época por funcionários, o cofre armazenava aproximadamente R$ 65 mil.
No primeiro ataque, as câmeras de segurança chegaram a registrar a ação, mas o equipamento responsável pelo armazenamento das imagens foi destruído pela explosão, dificultando a investigação.
Agora, no segundo ataque, o sistema de câmeras permaneceu preservado e poderá fornecer informações importantes para a identificação dos criminosos.



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