Seleção Brasileira feminina chegará à Copa de 2027 com oportunidade histórica de transformar o futebol no país
A Seleção Brasileira feminina já teve craques como Cristiane, artilheira histórica dos Jogos Olímpicos, e Marta, maior artilheira de Copas do Mundo da história. Mesmo assim, nunca ergueu o troféu de campeã mundial, tendo sido o melhor resultado o vice-campeonato de 2007, perdido para a Alemanha.
Vinte anos depois, a Seleção Canarinho tentará romper esse jejum jogando em casa, na primeira Copa do Mundo feminina sediada na América do Sul.
Por que jogar uma Copa do Mundo em casa é tão importante?
O fator apoio da torcida é, sem dúvidas, o ponto mais importante de se jogar um campeonato desse porte em casa. Mas há outras nuances tão relevantes quanto: uma delas é a difusão do futebol feminino para outras bolhas.
Um exemplo disso é o que o elenco de Arthur Elias já experiencia fora de campo: o perfil oficial da Seleção Feminina no Instagram soma 3,1 milhões de seguidores, mais do que qualquer outra seleção feminina do mundo, e ganhou 258 mil novos seguidores só em julho de 2026.
Outra bolha que se estoura é a visibilidade do esporte nas casas de apostas, que há alguns anos colocam as partidas de futebol feminino na sua grade. Assim, os usuários podem apostar também nas mulheres com o mesmo detalhamento reservado aos homens, com odds ajustadas e mercados de apostas à disposição durante as competições.
A comparação entre os mercados de apostas, aliás, fica hoje reunida em portais que colocam na previsão final de suas publicações as cotações de operadoras licenciadas lado a lado, e dá a dimensão do espaço que o futebol feminino passou a ocupar no setor.
O último ponto fica no fortalecimento como um todo do futebol feminino, com cada vez mais pessoas se interessando verdadeiramente pela modalidade.
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Como a Seleção Brasileira feminina chega para a Copa de 2027?
A FIFA organiza o torneio entre seleções femininas desde 1991, quando a China foi o país-sede e os Estados Unidos sagraram-se a primeira campeã mundial ao vencer a Noruega por 2×1. Naquela edição, o Brasil foi eliminado ainda na fase de grupos com duas derrotas e uma vitória.
Foi somente na Copa de 1999 que a Seleção passou da primeira fase, tendo conseguido um terceiro lugar histórico. Muito dessa campanha foi graças à Sissi, artilheira da Copa de 1999 ao lado da chinesa Sun Wen, com sete gols e a Chuteira de Ouro.
Desde a primeira participação em Copas, o Brasil sempre contou com jogadoras espetaculares, como a Pretinha, que defendeu as cores verde e amarelo entre 1991 e 2014. Sem esquecer, claro, de Marta, hoje maior artilheira da Copa do Mundo Feminina, com 17 gols entre 2003 e 2019.
Aos 40 anos, Marta segue convocada por Arthur Elias, técnico do ciclo de preparação para 2027, e descartou a aposentadoria antes do Mundial em casa. Ao seu lado, Tamires e Kerolin dividem espaço com a estreante Maiara Niehues, catarinense de 21 anos, e formam um grupo que une veteranas e sangue novo.
Para a disputa da Copa do Mundo de 2027, o elenco chega fortalecido pela história que tantas jogadoras já fizeram e, também, com a esperança de que os novos nomes sejam capazes de conquistar o primeiro título (e ainda por cima, diante da torcida brasileira).
A Copa de 2027 pode ser a mais competitiva da história, e qual legado pode deixar para o Brasil?
Além da disputa em campo, o torneio já é visto pelo mercado como um evento capaz de acelerar a economia do esporte brasileiro. A projeção é de uma movimentação de R$ 8 bilhões e a geração de mais de 70 mil empregos, ligados direta ou indiretamente à Copa.
Transformar essa vitrine em legado de verdade, porém, depende de investimento contínuo depois que a bola parar de rolar. O Mundial sozinho não garante profissionalização nem retém talentos na base, então o esforço institucional precisa continuar vivo nos anos seguintes.
O fortalecimento já aparece no calendário de 2027: durante a disputa, haverá ponto facultativo em dias de partidas do Brasil, e o Campeonato Brasileiro vai parar para o Mundial brilhar. Outro sinal desse esforço apareceu no Congresso, com a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027, aprovada pela Câmara dos Deputados, trazendo um compromisso institucional com a equidade de gênero no esporte.
São movimentos ainda pequenos, mas muito positivos se considerarmos que o futebol feminino tem pouco mais de três décadas de existência e ainda tem muitos anos de sucesso pela frente.



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