Lula tem 46% contra 45% de Flávio no 2º turno, diz pesquisa BTG/NEXUS
A menos de duas semanas do primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva mantém vantagem numérica mínima sobre Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno, de acordo com a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 21. O presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% do senador do PL. A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro e mantém os dois em empate técnico.
Na rodada anterior, Lula tinha 47% e Flávio, 46%. Os dois oscilaram 1 ponto para baixo e conservaram a mesma distância entre si. Brancos e nulos passaram de 6% para 7%, enquanto os indecisos permaneceram em 1%.
O levantamento é o primeiro da BTG/Nexus depois da sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal que discutiu uma questão de ordem relacionada ao caso Banco Master e a uma petição envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O mérito não chegou a ser analisado, porque um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu a discussão. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
O que mudou no primeiro turno?
No cenário estimulado, Lula passou de 42% para 40%, enquanto Flávio permaneceu com 37%. Com isso, a diferença numérica entre os dois passou de 5 para 3 pontos percentuais, também dentro da margem de erro. Augusto Cury manteve 6%, Ronaldo Caiado seguiu com 5%, Renan Santos passou de 2% para 3% e Romeu Zema permaneceu com 1%. Brancos e nulos somam 4%, e 2% não souberam ou não responderam.
Lula 40%
Flávio Bolsonaro 37%
Augusto Cury 6%
Ronaldo Caiado 5%
Renan Santos 3%
Zema 1%
Samara 1%
Rui Costa Pimenta 0%
Hertz Dias 0%
Edmilson Costa 0%
Veterinário Wilson Grassi 0%
Clariana Barão 0%
Branco/Nulo/Nenhum 4%
Não sabe/Não respondeu 2%
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o cenário permaneceu estável: Lula tem 40% e Flávio, 34%. Cury aparece com 4%, Renan e Caiado com 3% cada, e Zema com 1%. Outros nomes somam 2%, brancos e nulos chegam a 6% e os indecisos, a 8%.
Como Lula se sai contra outros candidatos em eventual segundo turno?
Nos demais cenários de segundo turno, Lula aparece com 47% contra 41% de Romeu Zema; empata numericamente com Ronaldo Caiado, com 45% para cada um; marca 47% contra 39% de Renan Santos; e tem 45% diante de 43% de Augusto Cury. Com a margem de erro de 2 pontos percentuais, as disputas contra Caiado e Cury ficam em situação de empate técnico, enquanto Lula aparece numericamente à frente de Zema e Renan.
Lula 47% x 41% Zema
Lula 45% x 45% Ronaldo Caiado
Lula 47% x 39% Renan Santos
Lula 45% x 43% Augusto Cury
O voto em Lula e Flávio está mais consolidado?
A pesquisa mostra avanço na consolidação das escolhas no primeiro turno. Entre os eleitores que indicaram algum candidato, 84% dizem agora que a decisão já está tomada e não vai mais mudar, enquanto 15% afirmam que ainda podem trocar de voto. Na rodada anterior, 83% declaravam decisão definitiva e 17% admitiam mudança.
Entre os eleitores de Flávio, 92% dizem que não pretendem mudar de candidato. No caso de Lula, o índice é de 90%. Renan Santos tem 67% de voto consolidado, enquanto Samara registra 55%, Caiado e Zema, 52% cada, e Augusto Cury, 48%.
No eventual segundo turno entre Lula e Flávio, a consolidação é ainda maior: 94% dos eleitores do presidente afirmam que não mudarão mais de voto, índice de 93% entre os que escolhem o senador.
Quem aparece como segunda opção dos eleitores?
Entre os 15% que ainda admitem mudar de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece como principal segunda opção, citado por 19%. Augusto Cury e Lula têm 15% cada, Ronaldo Caiado registra 14%, Renan Santos, 11%, Samara, 7%, e Zema, 4%.
A partir das respostas sobre firmeza e segunda opção, a Nexus calcula um piso de 36% e teto de 42% para Lula. Para Flávio, os percentuais variam de 34% a 40%. Cury aparece entre 2% e 9%, Caiado entre 3% e 7%, e Renan entre 2% e 5%.
O eleitor vota por convicção ou para impedir outro candidato?
Uma das novidades desta rodada é o levantamento sobre as motivações da escolha no primeiro turno. Entre os eleitores que indicaram algum candidato, 47% dizem que votam em seu nome ideal, enquanto 38% afirmam que o escolhido não é o candidato ideal, mas é a melhor opção entre as disponíveis. Outros 12% dizem que votam estrategicamente para evitar a vitória de determinado adversário.
As motivações variam entre os dois líderes. Entre os eleitores de Lula, 58% dizem que o presidente é seu candidato ideal, 32% afirmam que ele é a melhor opção disponível e 6% votam nele para evitar a vitória de outro nome. Entre os eleitores de Flávio, 42% o consideram o candidato ideal, 40% a melhor alternativa entre as disponíveis e 16% dizem votar no senador para impedir outro candidato.
Quem o eleitor acredita que vai vencer?
Embora os placares de intenção de voto sejam apertados, Lula aparece à frente quando a pergunta é quem o eleitor acredita que vencerá a eleição, independentemente de sua própria escolha. Para 54%, o presidente será reeleito; 36% apostam em uma vitória de Flávio. Augusto Cury e Renan Santos são citados por 1% cada, enquanto 8% não souberam ou não responderam.
Entre os próprios eleitores de Lula, 94% acreditam na vitória do presidente. No eleitorado de Flávio, 81% projetam vitória do senador, enquanto 13% acreditam que Lula vencerá.
Como estão o potencial de voto e a rejeição?
O potencial de voto de Lula oscilou de 50% para 49%, enquanto o de Flávio passou de 48% para 47%. A rejeição ao presidente, por sua vez, foi de 48% para 49%; a de Flávio permaneceu em 50% pela quarta rodada consecutiva.
Na medição atual, 37% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam e outros 12% afirmam que poderiam votar nele, mas também consideram outro nome. Flávio tem 30% de voto exclusivo e 17% de potencial adicional. Augusto Cury registra potencial de 40% e rejeição de 35%; Caiado, 39% e 38%, respectivamente; Zema, 33% e 41%; e Renan, 27% e 41%.
Como está a aprovação do governo Lula?
Depois de duas semanas de melhora, a aprovação do governo voltou a oscilar numericamente para baixo, de 47% para 46%. A desaprovação passou de 49% para 50%, ampliando novamente para 4 pontos percentuais a distância entre os dois indicadores.
Na avaliação qualitativa, 35% classificam o governo como ótimo ou bom, ante 37% na rodada anterior. A parcela que considera a administração ruim ou péssima passou de 44% para 46%, enquanto 18% avaliam o governo como regular. Todas essas oscilações estão dentro da margem de erro.
Qual a metodologia da pesquisa?
A 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 pessoas por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026.
Veja



Publicar comentário