Em carta aberta, 35 bispos apontam riscos da candidatura de Flávio Bolsonaro para o país
Um grupo de 35 bispos católicos divulgou uma carta aberta com críticas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. No documento, os religiosos apontam preocupações relacionadas à democracia, à soberania nacional, à defesa dos mais pobres e à preservação ambiental. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo. Até a tarde da quinta-feira (22), o manifesto continuava aberto a novas adesões.
Embora não cite diretamente o nome do candidato, a carta enumera posições atribuídas a Flávio Bolsonaro que, na avaliação dos signatários, representam riscos para o país. Entre os pontos destacados estão a oposição ao fim da escala de trabalho 6×1, a promessa de maior alinhamento do Brasil aos Estados Unidos, a defesa da ampliação do acesso a armas e o posicionamento sobre a crise climática.
Os bispos também convocam os católicos a participar do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), defendendo a democracia, os valores humanitários, a proteção dos mais pobres e os ensinamentos da Igreja Católica.
Sem mencionar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a carta faz referência à candidatura adversária, reconhecendo que ela está sujeita a críticas, mas afirmando que demonstrou responsabilidade com os mais pobres e com a preservação da chamada Casa Comum, além de ter atuado dentro dos limites da ordem democrática e do respeito à Constituição.
O documento também recorda homenagens prestadas pela família Bolsonaro ao general Brilhante Ustra, reconhecido como um dos principais torturadores da ditadura militar brasileira.
A articulação do manifesto contou com a participação do movimento Bispos do Diálogo pelo Reino. Em agosto, o grupo já havia divulgado outra carta na qual criticava o que classificou como conservadorismo autoritário e discursos contrários a pessoas que defendem os mais pobres, a democracia e o meio ambiente.



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