Após fala controversa, Nal Fernandes chama Armando Melo de mentiroso na sessão do dia 26 de fevereiro
A sessão da Câmara Municipal de Guarabira realizada no dia 26 de fevereiro de 2026, foi marcada por um forte embate entre os vereadores Nal Fernandes e Armando Melo, após declarações envolvendo a empresa de segurança privada Kairós, prestadora de serviços ao Governo do Estado.
Enquanto o vereador Gerson Cândido discursava na tribuna, Armando Melo pediu um aparte e afirmou que a empresa estaria há três meses sem pagar os salários dos trabalhadores. Na ocasião, cobrou da bancada de oposição de Guarabira, citando nominalmente Nal Fernandes, que intervisse junto ao Governo do Estado para garantir o pagamento dos funcionários. Em sua fala, atribuiu aos vereadores oposicionistas a responsabilidade por não estarem cobrando providências quanto à empresa contratada pelo Estado.
Entretanto, ao final de sua própria declaração, Armando informou ter recebido a notícia de que os salários estariam pagos até o mês de dezembro, o que gerou questionamentos imediatos no plenário.
Após ser citado, Nal Fernandes pediu questão de ordem para responder. Em tom firme, chamou o colega de mentiroso e apontou incoerência na fala. Segundo ele, se os salários foram pagos até dezembro e a sessão ocorre em fevereiro, não haveria como existir três meses de atraso, já que entre dezembro e fevereiro se passaram apenas dois meses.
Nal afirmou ainda que tem um filho que trabalha na empresa e que, segundo informações que recebeu, o Governo do Estado estaria realizando os repasses em dia, mas a empresa estaria com o pagamento referente ao mês de janeiro em atraso. O vereador declarou que entrou em contato com o Governo do Estado solicitando o cancelamento de qualquer contrato com a empresa, caso fique comprovado o descumprimento das obrigações trabalhistas.
O parlamentar também destacou que não compactua com atraso de salários e que sempre defenderá os direitos dos trabalhadores, independentemente de lado político. “Sou servidor público e sei da importância de receber em dia”, afirmou, acrescentando que denúncias precisam ser devidamente apuradas antes de serem levadas à tribuna, a fim de evitar injustiças e a propagação de informações falsas.
O clima no plenário ficou acalorado após o embate, sendo necessária a intervenção da presidência da Casa para apaziguar os ânimos e encerrar a discussão, permitindo o prosseguimento da sessão.



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