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BOMBA: Status de Branco Mendes expõe bastidores do poder e levanta suspeitas sobre uso político da máquina pública na Paraíba

BOMBA: Status de Branco Mendes expõe bastidores do poder e levanta suspeitas sobre uso político da máquina pública na Paraíba

Uma sequência de mensagens publicadas — e logo em seguida apagadas — no status do WhatsApp do deputado estadual Branco Mendes escancarou, de forma inédita, o funcionamento dos bastidores da política paraibana e levantou sérios questionamentos sobre a utilização de influência política para preservação de aliados em cargos públicos.

Os prints obtidos pelo Portal NewsPB mostram o parlamentar tratando diretamente de um possível processo de demissão de um servidor, deixando claro que a permanência da pessoa estaria vinculada à sua ligação política pessoal — e não a critérios técnicos ou administrativos.

Em uma das mensagens, Branco Mendes afirma:

“Alguma coisa que falarem em demissão dessa pessoa, pode dizer que é gente nossa (…) não é pessoa de Hervásio (…) é pessoa ligada à minha pessoa.”

A declaração, feita em ambiente privado mas tornada pública pelo próprio deputado ao publicar no status, revela uma lógica de apropriação política de cargos, em que o vínculo partidário ou pessoal parece ser o principal fator de proteção funcional.

Demissão, alinhamento e disputa política

O conteúdo ganha ainda mais gravidade ao mencionar diretamente o deputado Hervázio Bezerra, que rompeu recentemente com o governador João Azevêdo (PSB) e com o grupo político que articula a pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo do Estado.

Ao diferenciar “gente nossa” de “pessoa de Hervásio”, o deputado Branco Mendes evidencia, segundo observadores políticos, um ambiente de retaliação velada, controle de espaços e perseguição política interna, comum em períodos de ruptura e realinhamento de forças.

A fala sugere que, no atual cenário político da Paraíba, quem rompe com o grupo dominante pode ver aliados perderem espaço, enquanto os alinhados seguem protegidos pela influência política.

Justificativa social não afasta questionamentos

Em outra mensagem, o deputado tenta justificar a situação afirmando:

“É só a título de segurança, pois esse rapaz tem dois filhos autistas e ele sobrevive desse salário.”

Embora a preocupação social seja legítima, especialistas ouvidos pela reportagem apontam que critérios humanitários não substituem regras legais e administrativas, nem podem servir de argumento para manutenção de cargos públicos com base em apadrinhamento político.

A fala reforça o debate sobre até que ponto a sensibilidade pessoal de parlamentares pode se sobrepor aos princípios da impessoalidade, legalidade e moralidade, previstos na Constituição.

Uso da máquina pública sob escrutínio

Não cabe ao Portal NewsPB afirmar a existência de crime ou irregularidade administrativa sem apuração formal. No entanto, o conteúdo publicado pelo próprio deputado levanta dúvidas objetivas:

  • Cargos públicos estariam sendo usados como moeda política?
  • A permanência de servidores depende de alinhamento pessoal com parlamentares?
  • Rompimentos políticos estariam gerando retaliações indiretas?

Essas são perguntas que surgem a partir das próprias palavras do deputado estadual.

Silêncio e apagamento das mensagens

Após a repercussão nos bastidores, as mensagens foram apagadas do status, o que ampliou ainda mais o interesse público sobre o episódio. Até o momento da publicação desta matéria, Branco Mendes não havia se manifestado oficialmente para esclarecer o teor das declarações.

O Portal NewsPB ressalta que o espaço permanece aberto para manifestação do parlamentar, bem como do deputado Hervázio Bezerra, citado de forma indireta no conteúdo divulgado.

Política à moda antiga?

O episódio expõe, de forma crua, um modelo de fazer política que muitos acreditavam estar em declínio: o da indicação, da proteção e da perseguição política, onde cargos públicos são tratados como extensão de grupos e não como instrumentos do Estado.

Em meio ao discurso de renovação, ética e modernização da política, os prints publicados por Branco Mendes mostram que, nos bastidores, a prática ainda parece seguir velhos padrões.

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