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CPMI do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de “Lulinha” e ex-ministros de Lula e Bolsonaro.

CPMI do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de “Lulinha” e ex-ministros de Lula e Bolsonaro.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) rejeitou, nesta sexta-feira (27), o relatório final apresentado pelo deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE). O texto sugeria o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, além de ex-ministros das gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e de Jair Bolsonaro. A rejeição ocorreu após intensa articulação política e exposição de divergências sobre o mérito das provas colhidas ao longo do colegiado.

O relatório de Valadares apontava supostos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos de tecnologia e gestão de dados dentro da autarquia previdenciária. Entre os nomes citados estavam figuras de alto escalão de governos passados e atuais, o que gerou resistência tanto na base governista quanto em setores da oposição que consideraram o documento “frágil” e “politizado”. Com a derrota do texto principal, o colegiado agora deve votar um voto em separado, que tende a ser mais brando e focar em recomendações administrativas ao invés de pedidos de prisão ou indiciamento criminal.

Parlamentares que votaram contra o relatório argumentaram que não houve a individualização adequada das condutas e que muitas das acusações se baseavam em ilações sem o suporte documental necessário. Por outro lado, o relator lamentou o resultado, afirmando que a rejeição representa uma “vitória da impunidade” e um “acordo de cúpula” para proteger aliados políticos de diferentes espectros. O desfecho da CPMI do INSS deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), mas sem o peso de um pedido formal de indiciamento aprovado pelo Congresso Nacional.

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