Crise política e ação na Justiça colocam mandato de Thiago Moraes sob ameaça em Esperança
A política paraibana mostrou mais uma vez que eleição não se encerra com o fim da votação. Após o abalo institucional registrado em Cabedelo, que culminou na perda de um mandato conquistado nas urnas, agora os olhares se voltam para Esperança, onde o cenário político também se tornou instável e repleto de incertezas. A entrevista foi feita pelo blog do Márcio Rangel.
Nos bastidores, cresce a especulação sobre a situação do prefeito Thiago Moraes, que administra o município sob o peso de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral. O processo já conta com parecer do Ministério Público Eleitoral favorável à condenação em uma ação que pede cassação por suposto abuso de poder político e econômico.
Mas o desgaste não se limita ao campo jurídico.
Politicamente, Thiago Moraes enfrenta um cenário delicado. Ele chegou ao comando da Prefeitura com o apoio decisivo do então prefeito Nobinho Almeida, integrando um grupo político estruturado e com forte influência local. No entanto, antes mesmo de completar um ano de gestão, rompeu com o aliado que foi peça-chave em sua eleição.
A consequência foi imediata: perda de sustentação política e isolamento dentro do próprio município.
O rompimento também impactou diretamente a relação institucional com o vice-prefeito Edmilson, aliado histórico de Nobinho. Desde a separação política, relatos apontam que o vice teria sido afastado das decisões administrativas e deixado à margem da gestão, o que ampliou a percepção de crise interna.
Na prática, Esperança passou a conviver com uma administração marcada por desarmonia e falta de unidade política — um fator que, historicamente, costuma fragilizar governos municipais.
FONTE83



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