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De “João folião” a “João fugiu”? A ausência do governador João Azevêdo nas prévias do carnaval em João Pessoa acende debates políticos

De “João folião” a “João fugiu”? A ausência do governador João Azevêdo nas prévias do carnaval em João Pessoa acende debates políticos

João Pessoa, PB — Enquanto a folia tomou conta das ruas de João Pessoa nos últimos dias com a programação do Folia de Rua e Via Folia — considerada uma das maiores prévias de Carnaval do Brasil — um fato chamou mais atenção fora do circuito de trios elétricos e blocos: a ausência do governador João Azevêdo (PSB) nas principais noites de evento da capital paraibana em 2026.

No ano passado, João Azevêdo marcou presença no início do carnaval de João Pessoa, participando da abertura e caminhando pela via folia ao lado de autoridades e foliões, em uma demonstração pública de apoio à festa e à parceria entre Governo do Estado e Prefeitura.

Em contraste, nesta temporada de festas — que começou no começo de fevereiro com grandes atrações e um público expressivo — o chefe do Executivo estadual não foi visto nos corredores da folia nem nos camarotes oficiais. A ausência dele foi observada principalmente nas noites em que o público era recebido paraibanos e turistas animados pelos blocos e trios que tomaram a Avenida Epitácio Pessoa.

O governador chegou a anunciar oficialmente o apoio financeiro do Governo da Paraíba ao carnaval de João Pessoa, com aportes destinados a projetos como Folia de Rua e Carnaval Tradição, totalizando investimentos públicos na cultura e no turismo neste período.

Em janeiro, Azevêdo também declarou, durante evento para lançamento de recursos ao carnaval, que pretendia participar de “todos os blocos” do pré-Carnaval, destacando que queria estar presente na folia pelo menos caminhando entre os blocos e foliões. Contudo, essa promessa não se traduziu em presenças públicas nos principais eventos da festa em 2026.

Nas redes sociais e entre comentaristas políticos, a ausência do governador virou mote de discussão. Alguns críticos e opositores passaram a associar a ausência ao receio de vaias ou rejeição popular, sobretudo diante da forte presença e boa visibilidade do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), que tem sido saudado por muitos foliões e é apontado por pesquisas e análises políticas como um potencial candidato ao governo do estado nas eleições de 2026.

Usos de termos como “João fugiu” ganharam força em postagens e comentários, numa crítica indireta à estratégia de comunicação do governador durante a festa. É importante ressaltar que esses comentários são opiniões de setores da população e de apoiadores de rivalidades políticas, e não há confirmação — por parte do governo ou de analistas independentes — de que a ausência do governador tenha sido motivada por receio de manifestações adversas ou concorrência eleitoral aberta com o prefeito.

A relação entre João Azevêdo e Cícero Lucena passou por alterações nos últimos meses. Em setembro de 2025, o governador confirmou o rompimento formal com o prefeito, afirmando que Lucena deixou a base aliada por motivos relacionados a “projeto pessoal”. Essa ruptura é objeto de debates no meio político e tem refletido nas análises de estratégias para a sucessão ao Governo do Estado em 2026, o que adiciona mais um elemento à discussão pública em torno da presença e da visibilidade de líderes políticos em eventos populares como o Carnaval.

Do ponto de vista do público, o que não faltou foi animação nas ruas de João Pessoa. A programação contou com grandes nomes e blocos tradicionais, como o Bloco Vumbora, com Bell Marques, e a presença de atrações nacionais ao longo de toda a programação liderada pela Prefeitura da capital. A festa segue sendo um dos maiores eventos culturais do calendário da cidade, reunindo milhares de pessoas em clima de celebração.


Conclusão: A ausência do governador João Azevêdo nas principais noites do Folia de Rua e Via Folia de 2026 gerou especulações e comentários nas redes sociais e no debate político. No entanto, até o momento, não há declarações oficiais que atribuam essa ausência a receios específicos do governador, e ela se soma a um contexto político mais amplo de disputas e articulações eleitorais no estado.

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