Alçado ao ‘sacrifício’ de Chefe de Gabinete da prefeitura de Campina Grande, o deputado estadual Fábio Ramalho é reverenciado por ser um político atencioso e humilde. Um antônimo do prefeito Bruno Cunha Lima, portanto.
Para fazer justiça, Bruno merece, neste caso, aplauso tão somente pelo fato de ter levado para perto de si alguém que pode ser aquilo que ele não tem conseguido representar.
Um líder precisa ter essa sabedoria e, principalmente, este desprendimento.
Ex-prefeito, Fábio Ramalho, claramente, chegou com a missão de unir as pontas que Bruno tem deixado soltas. De colar os cacos que o prefeito tem quebrado do alto da sua postura de Deus do (Olimpo). E, se realmente tiver autorização de avançar, vai corrigir muita das imperfeições acumuladas numa gestão que se caracteriza pela falta de diálogo interno e externo.
Em poucos dias, Ramalho já fez um milagre, como bem pontuou o antenado jornalista Wallison Bezerra, ao colocar Bruno ao lado de Dalton Gadelha, o dono do Help, que há poucos dias chamou a gestão municipal de caloteira por dívida de R$ 33 milhões com o hospital.
Mas Fábio não parou por aí. Tem ido atrás de tudo quanto é gente de dentro e de fora da gestão para intermediar um acerto dos ponteiros. Com seu jeito peculiar de entender e ter empatia com os argumentos de cada um dos lados. Procurando brechas para unidade e não enfatizando e estimulando as diferenças.
Neste ritmo, vai fazer um “estrago” no estrago que Bruno provocou nas relações políticas e populares. Porque parece chegar para falar de forma compreensiva e não soberba com a parte. Se Bruno permitir que ele o represente de verdade, e siga o mínimo de suas orientações, é provável que a cara da gestão obtenha novos contornos até 2026.
O único risco que Fábio Ramalho corre é de “ofuscar o brilho do seu mestre”. Aí, ele será fritado antes mesmo que se acenda a primeira fogueira do São João. Habilidoso e jeitoso como é, no entanto, saberá agir até no sentido de se blindar te de eventual inveja do chefe quando este se olhar no espelho e perguntar “espelho, espelho meu…”