Moradores denunciam caos e descaso da gestão após Carnaval em Baía da Traição
O fim do Carnaval 2026 em Baía da Traição não trouxe apenas o encerramento da festa, mas também uma onda de críticas contundentes por parte de moradores que relatam descaso, desorganização e falta de autoridade durante os dias de folia.
Segundo os relatos, a cidade teria vivido momentos de desordem, com som alto de paredões durante todo o dia e madrugada, ruas tomadas por veículos e tendas improvisadas, além de dificuldades extremas de locomoção para quem reside no município.
“Agora que acabou, a gente pode andar em paz. Durante o Carnaval, parecia que não existia lei. Quem mora aqui foi praticamente expulso da própria cidade”, desabafou uma moradora.
Os depoimentos apontam que idosos, crianças e pessoas com deficiência teriam sido diretamente prejudicados pelo barulho considerado excessivo. Moradores afirmam que, em alguns momentos, não era possível permanecer dentro das próprias residências devido ao volume do som.
Além das reclamações sobre poluição sonora, a população também mencionou acúmulo de lixo na praia, consumo de drogas em vias públicas e ausência de fiscalização efetiva, mesmo com decreto municipal estabelecendo regras para o período carnavalesco.
Outro ponto que gerou indignação foi o impacto econômico. Segundo comerciantes e moradores, o perfil do público teria mudado nos últimos anos. “Antes vinham turistas que consumiam, movimentavam bares, restaurantes e pousadas. Agora, muitos comerciantes investiram e tiveram prejuízo”, relatou outra moradora.
A crítica mais recorrente é de que o município estaria perdendo espaço como destino turístico familiar e estruturado, dando lugar a um Carnaval classificado por parte da população como “baderna” e “terra sem lei”.
Apesar das críticas à gestão municipal, moradores reconheceram o esforço das forças de segurança estaduais. Ainda assim, afirmam que a grande quantidade de ocorrências e a falta de apoio estrutural tornaram impossível manter a ordem plena.
Com o encerramento da festa, a cobrança agora é por planejamento sério, fiscalização rigorosa e respeito à população local. Moradores defendem um modelo de turismo que gere renda, mas que preserve a tranquilidade, a organização e as belezas naturais da cidade.



A reportagem mantém espaço aberto para posicionamento oficial da Prefeitura sobre as denúncias apresentadas.



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