Moraes nega pedido para que filhos tenham livre acesso a Bolsonaro em prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, neste sábado (28), o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que seus filhos tivessem livre acesso à residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A decisão mantém as restrições impostas anteriormente, que proíbem o contato de Bolsonaro com outros investigados em inquéritos que tramitam na Suprema Corte, o que inclui diretamente três de seus filhos: o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro.
Na decisão, o magistrado argumentou que a medida cautelar de proibição de contato é fundamental para garantir a instrução processual e evitar a combinação de versões ou a continuidade de supostas articulações investigadas. Moraes destacou que a condição de parentesco não se sobrepõe à necessidade de resguardar as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e o desvio de joias do acervo presidencial. O ministro reforçou que as visitas só poderão ocorrer mediante autorização prévia e individualizada, desde que os visitantes não sejam alvos dos mesmos processos.
A defesa do ex-presidente havia solicitado o acesso livre sob a alegação de razões humanitárias, visando o auxílio na recuperação da saúde de Bolsonaro, que recebeu alta hospitalar na última sexta-feira após tratar uma broncopneumonia. Com a negativa, o ex-mandatário segue sob monitoramento eletrônico e regime de isolamento em relação aos demais investigados. Aliados políticos de Bolsonaro criticaram a decisão, classificando-a como uma restrição excessiva ao convívio familiar, enquanto o STF mantém o rigor sobre o cumprimento das normas da prisão domiciliar.



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