Queiroga admite aliança da oposição no segundo turno com Cícero, defende André Coutinho em Cabedelo e denuncia “perseguição cruel” contra Bolsonaro
Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, nesta quarta-feira (7), na FM 100.5, o ex-ministro da Saúde e presidente do PL na Paraíba, Marcelo Queiroga, admitiu a possibilidade de uma ampla aliança da oposição no segundo turno das eleições para o Governo do Estado em 2026, caso o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, avance para a fase final da disputa. Segundo ele, o cenário pode incluir o apoio integral do grupo político dos Cunha Lima, a depender das definições que ocorrerão nos próximos meses.
Queiroga explicou que a oposição paraibana hoje está dividida em dois polos principais, um liderado por Cícero Lucena e outro pelo senador Efraim Filho, ambos com o objetivo comum de enfrentar o grupo governista que comanda o Estado desde 2010. Ele afirmou que alianças podem ser construídas tanto no primeiro quanto no segundo turno, com foco em apresentar um projeto alternativo ao atual modelo de poder liderado pelo governador João Azevêdo.
Durante a entrevista, o dirigente do PL também saiu em defesa do ex-prefeito cassado de Cabedelo, André Coutinho, comparando a situação vivida por ele a um “processo kafkiano”. Para Queiroga, não há, até o momento, acusações criminais diretas contra André, e a saída da prefeitura teria ocorrido por questões eleitorais. Ele destacou a importância do diálogo entre diferentes forças políticas no município para combater a influência de facções criminosas, citando a foto divulgada ao lado de André Coutinho, Walber Virgolino e Ricardo Barbosa como um símbolo dessa tentativa de união.
Ao comentar a possível aliança entre Walber Virgolino e André Coutinho nas eleições municipais de Cabedelo, Queiroga afirmou que a sociedade local precisa se unir para enfrentar o crime organizado. Segundo ele, Walber, apesar do estilo combativo, também possui experiência administrativa e pode surpreender como gestor, defendendo que o debate político precisa ser colocado acima das disputas pessoais.
Na parte final da entrevista, Marcelo Queiroga voltou a criticar o que chamou de perseguição sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ele, há uma combinação de perseguição e negligência que configura uma ação “cruel e atentatória à dignidade da pessoa humana”. Queiroga disse que o tratamento dado a Bolsonaro representa uma “nova facada”, comparando o momento atual ao atentado sofrido em 2018, e questionou se os responsáveis por essa situação também ficarão impunes.
A reportagem completa pode ser conferida no vídeo abaixo, com a íntegra da entrevista exibida no Ô Paraíba Boa.



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