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Ricardo Coutinho rompe o silêncio, acusa traição e diz que João Azevêdo foi cooptado pelo Ministério Público: “Tentou criar prova falsa contra mim, e eu tenho como provar”

Ricardo Coutinho rompe o silêncio, acusa traição e diz que João Azevêdo foi cooptado pelo Ministério Público: “Tentou criar prova falsa contra mim, e eu tenho como provar”

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT), pré-candidato a deputado federal, comentou a relação rompida com o ex-aliado e atual governador João Azevêdo (PSB) durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa. Em tom firme, Ricardo afirmou que não se arrepende das escolhas que fez no passado, mas deixou claro que não há mais espaço para convivência política entre os dois.

“Eu não tenho arrependimento. Eu faria tudo de novo se acreditasse que era o melhor para a Paraíba”, declarou. Segundo ele, continuar acreditando nas pessoas faz parte da sua forma de fazer política. “Eu prefiro acreditar nas pessoas. Deve ser muito triste não acreditar em ninguém”, disse.

Ricardo também rebateu críticas relacionadas à sua gestão, especialmente sobre gastos e folha de pessoal. Ele destacou que, ao contrário do que se disseminou, os números mostram redução. “Se pegar a folha de 2014 e comparar com 2018, ela caiu. No ano da eleição, a minha foi caindo”, afirmou, acrescentando que sempre teve cuidado com contratações e despesas.

O ex-governador disse ainda que foi alvo de acusações que classifica como mentiras. “Mesmo tendo todo esse cuidado, fui vítima de mentiras jogadas ao vento, uma atrás da outra”, afirmou. Para se proteger, segundo ele, adotou medidas de transparência. “Eu fazia questão de entregar recursos em plenárias públicas para que ninguém ficasse invisível e para me proteger”, explicou.

Questionado se guarda mágoa de João Azevêdo, Ricardo negou, mas foi enfático ao tratar do rompimento. “Não é mágoa. Eu não quero a companhia porque eu sei o que aconteceu”, disse. Ele classificou o episódio como algo mais grave do que uma simples ruptura política. “Não foi só traição política. Se alguém faz o que foi feito, é porque tinha o rabo preso”, disparou.

Ricardo Coutinho também fez acusações duras ao afirmar que João Azevêdo teria sido “cooptado” após chegar ao Governo do Estado. “Ele foi cooptado, e eu tenho como provar”, declarou, mencionando reuniões que, segundo ele, não deveriam ter ocorrido. “Como é que um investigador se reúne secretamente com o investigado? Isso é um absurdo”, criticou.

“Então, o cara sai de uma situação dessas e é alçado ao maior cargo do Estado. Não foi a um cargo intermediário, não. Espera aí, é o maior cargo do Estado. Chega lá e é cooptado — cooptado, grave o que eu estou dizendo, eu tenho como provar, por pessoas do Ministério Público, certo?”

“Numa reunião à qual ele foi, depois de conversar comigo. Eu disse: ‘Vá, qual o problema?’. E, depois disso, ele muda de posição e tenta criar prova falsa contra mim. Prova falsa. Isso é muito grave.

“É grave também a própria reunião, porque como é que um investigador se reúne secretamente com um investigado? Eu nunca vi isso. Isso é um absurdo.”

“E outra coisa absurda é você tentar criar prova falsa. Se fosse apenas um racha político, racha político se faz e depois se desfaz, isso é normal. Mas aqui são outros detalhes.”

Para o ex-governador, o episódio marcou de forma definitiva o fim da relação política. “Se fosse apenas um racha político, isso acontece e depois se desfaz. Mas o que ocorreu foi muito mais grave”, concluiu.

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fonte83

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