Vereadora de Caldas Brandão volta a gerar polêmica com denúncias sem fundamento e uso equivocado de inteligência artificial
A vereadora de Caldas Brandão, Rosângela Andrade, mais uma vez se envolve em polêmica ao divulgar, nas redes sociais, uma denúncia contra a gestão municipal que, segundo críticas de moradores e observadores políticos locais, carece de nexo, embasamento técnico e conhecimento mínimo das atribuições legais dos órgãos competentes.
Desta vez, o episódio chama atenção pelo fato de o texto divulgado ter sido produzido com o auxílio de inteligência artificial, ferramenta que, ao que tudo indica, foi utilizada sem a devida revisão e compreensão do conteúdo.
O resultado foi a propagação de informações equivocadas, que acabam por confundir a população e alimentar narrativas que não correspondem à realidade administrativa do município.
Entre os principais erros apontados está a tentativa de responsabilizar a Prefeitura por problemas relacionados ao esgotamento sanitário e por áreas localizadas às margens da BR-230.
No entanto, é de conhecimento público que o serviço de esgotamento sanitário é de responsabilidade exclusiva da CAGEPA, enquanto as áreas às margens da rodovia federal pertencem à jurisdição do DNIT, não cabendo ao município qualquer ingerência direta sobre essas questões.
O uso irresponsável da inteligência artificial, sem o mínimo cuidado na checagem das informações, levanta um debate sério sobre a postura de parte do Legislativo municipal.
Ferramentas tecnológicas podem auxiliar no trabalho parlamentar, mas jamais substituir o conhecimento básico das leis, das competências institucionais e, sobretudo, o compromisso com a verdade.
Para muitos, o episódio reforça um histórico de atuações marcadas por denúncias consideradas vazias, sensacionalistas e, em alguns casos, classificadas como fake news, que pouco contribuem para o debate político sério e para a fiscalização responsável do Executivo.
A população de Caldas Brandão espera de seus representantes equilíbrio, preparo e responsabilidade, não apenas discursos prontos ou textos gerados artificialmente sem o devido crivo.
Fiscalizar é um dever do vereador, mas fazê-lo com base em fatos, conhecimento técnico e respeito à verdade é uma obrigação.
O espaço segue aberto para que a vereadora Rosângela Andrade apresente esclarecimentos ou exerça o direito ao contraditório, como prevê o bom jornalismo e a democracia.



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