Zezé assume o protagonismo e entra na disputa por vaga na ALPB com aval do Republicanos
O ex-prefeito de Santa Luzia José Alexandre (Republicanos), Zezé, confirmou que será pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, assumindo a linha de frente do projeto político que, até aqui, estava ancorado no nome do filho, Alexandre de Zezé — suplente que chegou a exercer mandato dentro do rodízio adotado pela legenda.
A mexida não é apenas uma troca de “cabeça de chapa” dentro de casa; é uma leitura fria de cenário. Depois de uma votação expressiva de Alexandre em 2022 e de uma performance esmagadora dentro de Santa Luzia, o Republicanos decidiu colocar em campo o nome com maior recall regional e com a marca de “gestor testado”, mirando consolidar Santa Luzia, o Vale do Sabugi e ampliar a presença no Sertão.
“Estou pronto para esse desafio. Vamos percorrer toda a Paraíba, levando nossa experiência administrativa, ouvindo as pessoas e construindo um projeto coletivo. Santa Luzia e o Vale do Sabugi vão voltar a ter voz ativa na Assembleia”, afirmou Zezé, já no tom de quem quer transformar base municipal em palanque estadual.
A pré-campanha, aliás, já começou no ritmo do calendário: em agenda no período carnavalesco, Zezé circulou acompanhado do filho e do prefeito Henry Lira, e o grupo se reuniu com o deputado federal Hugo Motta e com o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), que também é pré-candidato ao Governo do Estado — sinal de que a construção não é só local, é de alinhamento de tabuleiro.
Hugo Motta, hoje presidente da Câmara dos Deputados, endossou publicamente a aposta, destacando a trajetória administrativa de Zezé e a missão de reforçar a representatividade do Vale do Sabugi na Casa de Epitácio Pessoa.
Nos números, o recado é cristalino: em 2022, Alexandre de Zezé foi o mais votado em Santa Luzia, com 5.429 votos (mais de 65% dos votos válidos no município), abrindo uma dianteira folgada sobre outros nomes com base na cidade. A leitura do grupo é que, com Zezé, o projeto ganha “peso” para sair do domínio municipal e buscar voto onde vale mais: no entorno, nas cidades do Sertão e nas rotas tradicionais do Republicanos.
E aqui entra a boa malícia da política: o Republicanos não quer apenas “manter” uma votação forte em Santa Luzia — quer transformar essa votação em eixo de expansão. Ao colocar Zezé como candidato, o partido tenta unir três ativos de uma só vez: a memória administrativa do ex-prefeito, a musculatura eleitoral comprovada do grupo (com o filho puxando rede e abrindo portas) e o carimbo da cúpula, que ajuda a tirar a candidatura do rótulo “municipal” e vestir o figurino “estadual”.
Se o plano vai dar liga nas urnas, a campanha vai dizer. Mas o recado já foi dado: Zezé entrou no jogo “pra valer” e quando um partido troca o piloto no meio da corrida, geralmente é porque está mirando não só participar, mas chegar competitivo na linha de chegada.
Por: Napoleão Soares



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