Deputado Hervázio Bezerra sinaliza apoio a Nabor Wanderley e confirma primeiro voto em Veneziano ao Senado
O deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB) admitiu, nesta terça-feira (28), a possibilidade de o grupo político liderado pela família Bezerra apoiar o nome do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado Federal para as eleições de outubro. Apesar disso, o parlamentar deixou claro que o primeiro voto do grupo já está definido e será destinado ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB). As declarações foram dadas antes da sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), em meio às articulações políticas envolvendo o prefeito da Capital, Leo Bezerra (PSB), e lideranças da base governista.
Segundo Hervázio, o grupo ainda discutirá internamente a definição do segundo voto ao Senado, mas confirmou que há diálogo em andamento com Nabor Wanderley e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
“O primeiro voto já está fechado com Veneziano. Sobre o segundo nome, existem conversas acontecendo e o nome de Nabor naturalmente entra nesse debate”, afirmou.
Ao comentar recentes declarações do deputado federal Mersinho Lucena (PSD) sobre indefinições dentro do grupo político, Hervázio afirmou que também ainda não possui posição completamente fechada sobre a disputa ao Senado, mas reforçou que não apoiará o ex-governador João Azevêdo (PSB) para o Senado.
“Eu sempre disse que votaria em Cícero Lucena para governador e em João para o Senado. Mas isso nunca foi compreendido ou nunca houve interesse. As posições extremistas contra Leo acabaram criando mágoas”, declarou.
Durante a entrevista, Hervázio afirmou que o tratamento dado a Leo Bezerra dentro do PSB provocou desgaste político e pessoal. Segundo ele, o partido abriu mão de fortalecer o comando da Prefeitura de João Pessoa, mesmo administrando a principal cidade do estado. “O PSB talvez seja o único partido do país que não demonstrou interesse em manter o controle político da Capital. Leo foi praticamente empurrado para fora do processo”, afirmou.
O parlamentar também revelou que a família Bezerra, formada por ele, pelo vereador Odon Bezerra (PSB) e por Leo Bezerra, deverá se reunir nos próximos dias para discutir o posicionamento político do grupo na disputa majoritária.
Segundo Hervázio, anteriormente já havia um entendimento interno para rejeitar apoio a João Azevêdo na corrida pelo Senado. No entanto, ele reconheceu que a situação mudou após Leo assumir a Prefeitura de João Pessoa.
“Hoje Leo ocupa uma posição diferente. Ele comanda o maior colégio eleitoral do estado e não pode tomar uma decisão isolada. Precisa ouvir vereadores, deputados e toda a base política que sustenta a gestão”, explicou.
Apesar disso, Hervázio afirmou que ainda possui influência política sobre o prefeito da Capital, mas destacou que as decisões agora passam por um processo coletivo de construção.
“Leo vai dialogar com os vereadores, ouvir cada aliado e depois formar sua posição. No meu caso, vou respeitar qualquer decisão do grupo, mas mantenho minha posição de não votar em João”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de apoio ao deputado estadual André Gadelha, do MDB, Hervázio afirmou que o nome é considerado natural dentro das discussões, mas ressaltou que ainda não existe decisão definitiva.
“É um grande nome e um grande amigo, mas ainda estamos avaliando o cenário e as conveniências políticas de cada partido”, comentou.
Segundo o deputado, a relação entre as famílias tem peso importante nas articulações políticas e confirmou que Leo Bezerra mantém diálogo frequente tanto com Nabor quanto com Hugo Motta.
“O sogro de Leo tem uma amizade histórica com Nabor. Isso naturalmente influencia. Mas também existe a posição de André Gadelha e precisamos conciliar tudo isso”, afirmou.
Hervázio acrescentou ainda que Leo Bezerra também segue dialogando com João Azevêdo, ampliando o cenário de indefinição política dentro do grupo aliado na Capital.
As declarações acontecem em meio à intensificação das articulações para definição das chapas majoritárias na Paraíba e poucos dias após a deputada estadual Camila Toscano (MDB) afirmar que o grupo liderado pela prefeita de Guarabira, Léa Toscano (União Brasil), também ainda discute o segundo nome que será apoiado ao Senado Federal em 2026.
Redação com PolíticaJP



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