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Ex-ministro da Saúde critica aprovação da PEC 6×1 na Câmara e diz que debate seria eleitoreiro: “Armadilha para os trabalhadores”

Ex-ministro da Saúde critica aprovação da PEC 6×1 na Câmara e diz que debate seria eleitoreiro: “Armadilha para os trabalhadores”

O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado Federal, Marcelo Queiroga (PL), criticou nesta quinta-feira (28) a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e prevê o fim da escala 6×1. Em entrevista à rádio CBN Paraíba, Queiroga afirmou que o debate ocorre em momento inadequado e estaria contaminado por interesses eleitorais.

“Todos querem beneficiar o trabalhador, disso não há dúvida. Mas é preciso analisar se essa mudança realmente vai trazer benefícios. Dependendo da forma como for feita, ela pode gerar um impacto econômico muito negativo. Esse assunto precisa ser tratado, mas não agora. O debate está contaminado por uma agenda eleitoral e isso pode levar a uma decisão enviesada”, declarou, acrescentando que a discussão deveria ocorrer em outro cenário político, sem influência da agenda eleitoral.

Queiroga também criticou propostas mais radicais dentro do debate sobre carga horária, como a escala 4×3, que, segundo ele, tornam o tema “tóxico”. O ex-ministro relacionou ainda a PEC à situação fiscal do país, afirmando que o governo federal estimula pautas de apelo popular sem discutir os impactos econômicos futuros.

“Isso está sendo apresentado de maneira eleitoreira e irresponsável. Pode acabar sendo uma armadilha para os trabalhadores brasileiros”, disse.

Ao comentar mudanças nas leis trabalhistas, Queiroga citou a reforma aprovada durante o governo Michel Temer (MDB), destacando que houve redução de litígios e avanços importantes. Ele alertou que o Brasil vive hoje um cenário fiscal delicado e que quem governar o país a partir de 2027 enfrentará grandes desafios.

Com informações PBAgora

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