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Hantavírus: entenda o caso do cruzeiro e os perigos da doença

Hantavírus: entenda o caso do cruzeiro e os perigos da doença

Hantavírus: entenda o caso do cruzeiro e os perigos da doença

A Organização Mundial da Saúde confirmou casos letais de hantavírus a bordo do navio MV Hondius. O alerta sanitário global acendeu após o grave surto infeccioso em alto mar nas últimas semanas. A embarcação europeia zarpou da Argentina e já registrou três mortes trágicas durante a rota recente. Por isso, as autoridades internacionais acompanham a viagem com enorme preocupação.

O que é o vírus e como ocorre a transmissão

O patógeno pertence à família Hantaviridae e causa uma doença aguda de altíssima letalidade nas Américas. Essa perigosa infecção humana ocorre principalmente por meio da inalação direta de partículas virais no ar. Além disso, tais micro-organismos habitam a urina e as fezes dos animais silvestres transmissores da patologia. Por exemplo, quando um trabalhador varre um galpão rural sem ventilação, a poeira letal atinge as vias respiratórias rapidamente.

A variante Andes e o mistério no mar

O caso do navio expedicionário trouxe um fator extremamente raro para a linha de frente da ciência médica. Como a OMS atesta a ausência de ratos na embarcação, os especialistas suspeitam da variante mutante Andes. Dessa forma, a cepa sul-americana permite o contágio respiratório direto entre os seres humanos em ambientes de longo confinamento. Além das mortes, um paciente grave foi transferido para uma unidade de terapia intensiva na África do Sul.

Quarentena e investigação sanitária

Para tentar conter o avanço veloz do vírus, os fiscais marítimos exigiram o isolamento dos passageiros nas cabines. O cruzeiro deixou a costa de Cabo Verde nesta última quarta-feira e agora navega rumo às Ilhas Canárias. Investigadores sanitários analisam os dutos de ar para entender a dinâmica da patologia nesse complexo ambiente marítimo. Apesar da emergência atual, o risco global da enfermidade foi classificado como baixo pela agência de saúde.

Sintomas agudos e os casos no Brasil

O quadro clínico inicial da grave infecção imita uma virose comum, causando febre alta e fortes dores em todo o corpo. Poucos dias depois, os pulmões da vítima acumulam líquidos de maneira repentina, exigindo o rápido suporte mecânico e emergencial de potentes aparelhos respiratórios. O acompanhamento do cenário e o histórico epidemiológico brasileiro revelam um perfil de vítimas com forte presença nas áreas rurais de todo o país. Como um triste resultado estrutural e histórico, o Ministério da Saúde já registra quase mil óbitos pela letal enfermidade nas últimas três décadas.

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