‘Michael’ se torna a cinebiografia musical de maior bilheteria de todos os tempos

Michael (2026) ultrapassou oficialmente a cinebiografia de Freddie Mercury e Queen, Bohemian Rhapsody, e conquistou o posto de cinebiografia musical de maior bilheteria da história, com US$ 911,9 milhões arrecadados nas bilheterias globais.
A Lionsgate confirmou os números à Rolling Stone, acrescentando que Michael arrecadou US$ 358 milhões no mercado dos Estados Unidos e outros US$ 553 milhões internacionalmente; o total não inclui a receita deste final de semana. Em comparação, o filme sobre o Queen lançado em 2018 faturou US$ 910 milhões mundialmente durante sua exibição nos cinemas e ainda rendeu ao protagonista, Rami Malek, o Oscar de Melhor Ator.
Michael, que retrata os primeiros anos de Michael Jackson ao lado dos irmãos no Jackson 5 até a turnê Bad, de 1988, tornou-se um enorme sucesso de bilheteria apesar das críticas negativas da imprensa especializada e da repercussão em torno da decisão do filme de não abordar as acusações de abuso sexual infantil que marcaram os anos finais da vida do cantor.
Dirigido por Antoine Fuqua, o longa também provocou uma onda de interesse pelo catálogo de Jackson, impulsionando o álbum Thriller ao sétimo lugar da Billboard 200. Segundo a Billboard, a obra solo do artista registrou 137,5 milhões de reproduções oficiais sob demanda nos Estados Unidos durante a semana de 24 a 30 de abril — um aumento de 146% em relação ao recorde anterior de sua carreira.
As músicas gravadas com o Jackson 5 (e posteriormente com os Jacksons) ao longo das décadas de 1960, 1970 e 1980 também apresentaram crescimento significativo, acumulando 10,1 milhões de reproduções na mesma semana, alta de 135% em comparação com a semana anterior.
Tudo isso representa uma grande vitória para o espólio de Michael Jackson, que levou adiante a produção do controverso filme apesar de um processo turbulento. Entre os problemas enfrentados esteve a revelação de que os realizadores estavam legalmente impedidos de retratar as acusações de abuso sexual infantil feitas contra o cantor por Jordan Chandler. Como consequência, todo o terceiro ato precisou ser refilmado, e o lançamento da cinebiografia foi adiado em quase um ano.
Com RollingStone.com.br



Publicar comentário