Nabor coloca autonomia das mães atípicas no centro de proposta para mudanças no BPC
Entre as propostas apresentadas por Nabor ao longo da campanha para o Senado, uma das que ganhou destaque trata diretamente da rotina das mães atípicas. O candidato defende mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada, o BPC, para evitar que essas mulheres precisem escolher entre ingressar no mercado de trabalho e preservar o benefício recebido pelo filho.
A proposta parte de uma realidade relatada por famílias que dependem do BPC: o aumento da renda familiar pode alterar os critérios de acesso ao benefício. Nabor tem defendido que a legislação passe a considerar de forma diferente a renda obtida pela mãe por meio de vínculo formal de trabalho, permitindo maior autonomia financeira sem que isso provoque automaticamente a perda do benefício destinado à pessoa com deficiência.
O tema apareceu em diferentes momentos da campanha. Em agosto, durante debate em João Pessoa, Nabor apresentou publicamente a proposta e afirmou que pretende levar a discussão ao Congresso Nacional. Em setembro, voltou ao assunto em debate no Sertão e em agendas de campanha, relacionando a medida à necessidade de ampliar as condições de renda e proteção social dessas famílias.
Na proposta apresentada durante a campanha, Nabor direciona o debate especialmente às mães que concentram os cuidados dos filhos e, muitas vezes, encontram dificuldades para conciliar essa responsabilidade com uma fonte própria de renda.
“Tem mãe que precisa cuidar do filho todos os dias, acompanhar consulta, terapia e uma série de necessidades, mas também quer trabalhar e ter sua própria renda. O que nós queremos é construir uma regra que proteja o BPC da criança e, ao mesmo tempo, dê a essa mãe a possibilidade de trabalhar, ter renda e mais autonomia. Uma coisa não deveria excluir a outra”, afirmou Nabor.
Para o candidato, a discussão sobre o BPC precisa considerar não apenas o benefício, mas toda a estrutura familiar envolvida no cuidado da pessoa com deficiência. A proposta apresentada ao longo da campanha coloca justamente essa relação no centro do debate: preservar a proteção social de quem precisa do benefício e criar caminhos para que as mães também possam ampliar sua renda e sua participação no mercado de trabalho.



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