PEC abre debate sobre futuro das câmaras municipais em cidades da Paraíba; veja
Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que começou a ser articulada na Câmara dos Deputados pode mudar radicalmente o funcionamento político dos municípios brasileiros e a Paraíba está entre os estados que mais seriam impactados.
O texto, defendido pelo deputado federal Amom Mandel, do Republicanos do Amazonas, propõe extinguir o cargo de vereador em cidades de pequeno porte e substituir as atuais câmaras municipais por conselhos comunitários eleitos, com estrutura reduzida e sem salários fixos mensais.
Inicialmente, a PEC previa atingir municípios com até 30 mil habitantes. No entanto, o parlamentar revelou que já discute ampliar o alcance da medida para cidades com até 60 mil moradores.
Na Paraíba, isso significaria uma mudança profunda no mapa político estadual.
Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, dos 223 municípios paraibanos, apenas 17 possuem mais de 30 mil habitantes. Caso o limite da PEC permaneça em 30 mil moradores, mais de 200 cidades do estado poderiam deixar de ter câmaras municipais nos moldes atuais.
João Pessoa – 833.932 habitantes
Campina Grande – 419.379 habitantes
Santa Rita – 149.910 habitantes
Patos – 103.165 habitantes
Bayeux – 82.742 habitantes
Sousa – 67.259 habitantes
Cabedelo – 66.519 habitantes
Cajazeiras – 63.239 habitantes
Guarabira – 57.484 habitantes
Sapé – 51.306 habitantes
Queimadas – 47.658 habitantes
Mamanguape – 44.599 habitantes
Pombal – 32.473 habitantes
Monteiro – 32.277 habitantes
São Bento – 32.235 habitantes
Esperança – 31.231 habitantes
Catolé do Rocha – 30.661 habitantes
Já se o texto avançar com o novo limite em debate até 60 mil habitantes, apenas seis municípios paraibanos ficariam de fora da proposta:
João Pessoa
Campina Grande
Santa Rita
Patos
Bayeux
Sousa
Todas as demais cidades paraibanas passariam a se enquadrar na proposta de substituição das câmaras municipais por conselhos comunitários.
Na prática, municípios importantes do interior paraibano, como Guarabira, Cajazeiras, Mamanguape e Sapé, também perderiam suas estruturas legislativas atuais caso a PEC adote o teto de 60 mil habitantes.
A proposta prevê conselheiros municipais eleitos atuando sem salários fixos, recebendo remuneração proporcional à produtividade e ao trabalho efetivamente realizado.
A PEC ainda está em fase de articulação política e precisa reunir assinaturas suficientes para começar a tramitar oficialmente na Câmara dos Deputados.
Redação



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