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Presidente da Câmara denuncia colapso financeiro do Maripreve: “Instituto está na UTI”

Presidente da Câmara denuncia colapso financeiro do Maripreve: “Instituto está na UTI”

A crise financeira do Maripreve pode estar entrando em seu momento mais grave. Durante sessão na Câmara Municipal de Marí, a presidente da Casa, Djaciara Moura, fez um pronunciamento contundente e alarmante sobre a situação da previdência dos servidores municipais.

Segundo a parlamentar, o instituto previdenciário está “na UTI” e praticamente sem capacidade financeira para continuar funcionando nos próximos meses.

“Só tem recurso lá no Maripreve para pagar essa folha agora do mês de junho”, declarou.

A denúncia expõe uma realidade preocupante: de acordo com Djaciara, a Prefeitura não estaria realizando os repasses patronais obrigatórios ao instituto, provocando um efeito devastador nas contas da previdência municipal.

A vereadora afirmou que a dívida da Prefeitura com o Maripreve “já transbordou” e alertou que, caso os acordos de parcelamento não sejam cumpridos novamente, o instituto poderá entrar em colapso. O impacto seria imediato e grave.

Se o Maripreve deixar de operar, a responsabilidade pelo pagamento dos aposentados e pensionistas passaria automaticamente para a Prefeitura Municipal — que, segundo a própria presidente da Câmara, já enfrenta dificuldades financeiras para manter serviços essenciais funcionando.

“Se a prefeitura hoje já tem dificuldade de pagar uma folha, imagine duas”, alertou.

Durante o discurso, Djaciara citou problemas em diversas áreas da administração pública como reflexo da crise financeira enfrentada pelo município.

Segundo ela:

  • faltam medicamentos no hospital;
  • ações sociais estão comprometidas;
  • faltam cestas básicas;
  • e serviços públicos sofrem com escassez de recursos.
  • A parlamentar questionou como a gestão pretende assumir ainda mais uma despesa bilionária caso o Maripreve quebre.

Um dos pontos mais chocantes da fala foi a revelação de que o Maripreve já teria tido mais de R$ 4 milhões em caixa, mas hoje possuiria recursos apenas para o pagamento da folha de junho.

A situação levanta sérias preocupações entre servidores ativos, aposentados e pensionistas, que agora convivem com o medo de atraso salarial e insegurança previdenciária.

“Isso não existe. Isso é falta de gestão. Isso é ineficiência. Falta de compromisso”, disparou a vereadora.

Djaciara afirmou que continuará acompanhando de perto as reuniões do Conselho Administrativo e Fiscal do Maripreve e prometeu expor publicamente novas informações caso os repasses não sejam feitos até o próximo dia 20.

“O servidor precisa saber o que fizeram com a Previdência”, declarou.

A fala da presidente da Câmara aumenta ainda mais a pressão sobre a gestão municipal e acende um alerta vermelho para o futuro da previdência em Marí.

O que antes parecia um problema administrativo agora ganha contornos de crise estrutural, colocando em risco a segurança financeira de dezenas de servidores aposentados e suas famílias.

Com informações JKNotícias

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