Após repercussão negativa da “PEC da Escravidão”, Cb Gilberto diz que assinatura foi “só para o debate”
O deputado federal Cabo Gilberto Silva tentou justificar, nesta quarta-feira (21), a assinatura da proposta ligada à PEC que discute o fim da escala 6×1 e que acabou apelidada por críticos de “PEC da escravidão” por abrir possibilidade para jornadas de até 52 horas semanais.
Em entrevista ao programa Correio Debate, o parlamentar afirmou que assinou a emenda apenas para ampliar a discussão sobre o tema no Congresso Nacional.
“A emenda que assinamos é para ter o debate”, declarou o deputado, ao também acusar parte da imprensa de divulgar “fake news” sobre o conteúdo da proposta.
Cabo Gilberto foi o único integrante da bancada federal da Paraíba a subscrever o texto, que conta com apoio de parlamentares ligados ao Centrão e à oposição. Ao todo, 176 deputados assinaram a proposta.
A emenda prevê um período de transição de até dez anos para mudanças na jornada de trabalho e permite acordos que podem ampliar a carga horária semanal em até 30% acima do limite de 40 horas. Na prática, trabalhadores poderiam atuar até 52 horas por semana em determinados regimes.
O texto também cria regras especiais para atividades consideradas essenciais e prevê incentivos fiscais para empresas.
A proposta gerou forte reação nas redes sociais e críticas de sindicatos e movimentos trabalhistas, que classificam a medida como um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.
A deputada federal Erika Hilton também criticou a articulação e acusou parlamentares da direita de tentar dificultar o avanço da proposta de redução da jornada de trabalho no país.
A matéria segue em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda deve ser debatida nas comissões da Casa.
Redação



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