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Caso Marielle: STF forma maioria para tornar réus policiais acusados de obstruir investigações

Caso Marielle: STF forma maioria para tornar réus policiais acusados de obstruir investigações

A Primeira Turma do Supremo formou maioria para tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto no inquérito que investiga crimes relacionados ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O voto mais recente ocorreu, na manhã desta quinta-feira (21), feito pelo ministro Flávio Dino, que acompanhou o relator Alexandre de Moraes.

Nessa quarta-feira (20), o ministro Cristiano Zanin também já havia acompanhado o voto de Moraes. O julgamento acontece no plenário virtual da Primeira Turma e segue aberto até sexta-feira (22). Agora, falta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia.

Os três policiais foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça nas investigações sobre os homicídios de Marielle e Anderson.

Segundo a denúncia, Rivaldo Barbosa teria liderado uma organização criminosa dentro da Polícia Civil do Rio para atrapalhar investigações de homicídios, incluindo o caso da vereadora.

De acordo com a PGR, o grupo atuava no desaparecimento de provas, realocação de inquéritos, ocultação de elementos probatórios, falta de preservação de evidências e até incriminação de terceiros inocentes.

Rivaldo Barbosa assumiu o comando da Polícia Civil do Rio em 2018, um dia antes do assassinato de Marielle Franco. Depois da nomeação, ele escolheu Giniton Lages para chefiar a Delegacia de Homicídios e conduzir as investigações do caso. Marco Antonio de Barros Pinto já atuava na especializada.

Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF condenou os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por serem apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Na mesma decisão, o colegiado condenou Rivaldo Barbosa a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de Justiça.

A CBN tenta contato com os advogados dos acusados para uma posição.

Redação com CBN

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