Caso Rubinho: câmeras registram acusado agredindo pessoas com socos e empurrões antes do crime; vítima não aparece envolvida na confusão
Imagens de uma câmera de segurança da festa de São João de Lagoa Seca, no Agreste da Paraíba, mostram a confusão que antecedeu o assassinato do engenheiro Rubens Fernandes, de 29 anos, conhecido como Rubinho. O vídeo, registrado na madrugada do dia 21 de junho e divulgado por páginas nas redes sociais, não mostra a vítima participando das agressões físicas.
Nas imagens, é possível observar uma discussão entre dois grupos de pessoas, que evolui para troca de socos e empurrões entre alguns participantes. Durante a confusão, uma mulher chega a cair no chão. Em nenhum momento do vídeo divulgado é possível identificar Rubinho envolvido nas agressões.
Segundo as investigações, após a confusão dentro da festa, o engenheiro foi morto a tiros no estacionamento do evento. O autor do assassinato, Christian Medeiros, foi preso em flagrante.
Investigação aponta emboscada
De acordo com o delegado Ramirez São Pedro, responsável pelo caso, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Rubinho tenha sido vítima de uma emboscada.
Ainda conforme o delegado, 20 minutos após a briga, Rubens deixou o festival. O engenheiro foi assassinado após ser alvo de emboscada realizada pelo suspeito que, como detalhou o delegado, “armou-se de uma pistola calibre 635 que estava dentro de seu veículo, no estacionamento. E, após os disparos, fugiu”.
Acusado é preso
O autor do assassinato do engenheiro foi preso pela Polícia Militar. A arma utilizada no crime também foi apreendida e encaminhada para à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campina Grande. Ele permaneceu em silêncio durante depoimento.
O preso foi autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e por emboscada, que impossibilitou a defesa da vítima. Também foi autuado por lesão corporal contra a namorada de Rubens e sua irmã.
O acusado chegou a ser levado para o Hospital de Trauma de Campina Grande, pois tinha ferimentos, e depois foi recolhido na carceragem da Cidade da Polícia Civil, em Campina Grande, aguardando audiência de custódia.
Soul João se manifesta
Em nota, a assessoria do festival Soul João manifestou “profundo pesar pelo falecimento ocorrido na área externa do evento. Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares e amigos da vítima.”
Ainda segundo o Soul João “por respeito à família e às autoridades, não trataremos de detalhes sobre o caso, que segue sob apuração dos órgãos competentes.”
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer toda a dinâmica do crime e a participação de todos os envolvidos.
Redação



Publicar comentário